sábado, 28 de junho de 2008

SP: 60 mil professores impõem recuo a Serra e mantêm greve

Cerca de 60 mil professores de São Paulo encerraram na noite desta sexta-feira (27), no Centro da capital paulista, o protesto que marca a continuidade da greve, que já dura 15 dias. Eles criticaram o autoritarismo do governador José Serra (PSDB) de manter o decreto que altera o sistema de contratações e transferências da categoria. Acuado, o governo deu 12,2% de aumento salarial, modificou parte do decreto, mas ainda não o revogou por completo, principal reivindicação dos professores.

“Hoje demos uma bonita demonstração de força da nossa categoria. Nós queremos respeito deste governo, queremos uma gestão democrática nas escolas, não vamos aceitar decretos autoritários porque sabemos que a educação de qualidade nasce também da democracia. O governo se nega a negociar e, por isso, nós decidimos manter a greve”, disse o presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Carlos Ramiro de Castro, em frente à Secretaria de Educação.

A fala emocionada de Carlos Ramiro encerrou o protesto e a sua gestão à frente do sindicato, que elegeu recentemente a professora Maria Izabel Azevedo (Bebel) para a presidência da Apeoesp.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação lamentou que o sindicato ''insista em uma proposta que não obteve o apoio da ampla maioria dos cerca de 250 mil professores da rede estadual''. Segundo o governo, apenas 30% dos professores estão em greve, já o sindicato estima 70% de adesão.

A Secretaria ainda disse que, durante a greve, os professores que faltam têm o dia descontado, influindo sobre benefícios futuros. Apesar de negar que a greve tenha ampla adesão, o governo autorizou as escolas a chamarem professores eventuais para cobrirem faltas de professores temporários e concursados. A medida foi interpretada como mais uma ação autoritária do governo tucano pelos professores e reforçou, segundo Ramiro, a disposição de greve da categoria.

Direito de greve

A Apeoesp entrou com um pedido de mandado de segurança coletivo para garantir o direito da greve da categoria. Segundo nota emitida pelo sindicato, a Lei Federal 7783/89, prevê que ''é vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento''.

O sindicato tem a expectativa de que a greve seja julgada na próxima semana. Ramiro diz que a Procuradoria do Trabalho pediu o encaminhamento de documentos até terça-feira. O grupo acredita que logo após essa data o dissídio de greve seja julgado por um juiz.

O governo alega ter oferecido reajuste de ''até 12,2% no salário-base de professores e ajustado três pontos no decreto que regula transferências''. Em nota, a secretaria afirma que a manutenção da greve, mesmo com as ofertas, ''mostra que este sindicato não está preocupado com a qualidade de ensino das escolas paulistas''. No entanto, o aumento anunciado é bem menor do que 12%.

Falso aumento

O reajuste no salário-base, anunciado aos professores, significa no bolso 5,41%. Isso porque o governo decidiu incorporar ao salário uma gratificação de R$ 80 que já é paga a todos os professores (menos os inativos) desde 2000. Na prática, esse valor apenas vai mudar de lugar no contracheque.

O índice de reajuste real no salário dos docentes já havia sido criticado pelos professores nas últimas manifestações. Hoje, um professor de 1ª a 4ª série em início de carreira recebe R$ 1.166,83 de piso, mais uma gratificação de R$ 80 por ''trabalho educacional'', uma outra de R$ 175,03 (15% do piso) chamada de ''atividade magistério'', mais R$ 80 de ''gratificação geral'' e R$ 32 de ''prêmio de valorização''.

Ou seja, rendimento total de R$ 1.533,83. Com o reajuste de 5,41% e a incorporação, passará a R$ 1.617,54. ''Não existe 12%'', afirma o presidente da Apeoesp, Carlos Ramiro. ''A gente quer a incorporação das gratificações, sim, mas não adianta isto contar como um reajuste que a gente não tem há anos.''

O aumento do piso foi anunciado quinta passada, quatro dias após o início da greve da categoria, embora a Secretaria da Educação afirme que estudava a medida desde março. O último reajuste ocorreu em 2005, na gestão Geraldo Alckmin (PSDB). Desde então, a inflação foi de 13,6% segundo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

A Secretaria de Estado da Educação confirma que a Gratificação por Trabalho Educacional será extinta após o reajuste. A assessoria do órgão, no entanto, argumenta que outras gratificações são calculadas sobre o salário-base -portanto, com a incorporação da gratificação, o salário final aumenta. A Apeoesp também reclama que o reajuste é divulgado sobre um salário-base de 40 horas, quando a maioria dos professores trabalham menos. ''Esta carga horária é inventada, a gente tem de fazer uma conta lá e descobrir quanto é que vai ganhar'', diz Ramiro.

Os concursos para rede estadual de ensino são para trabalhos de 24 horas ou 30 horas. Não existe concurso para 40 horas. A Secretaria de Educação, porém, diz que um número grande -não especificado- de professores trabalha 40 horas.

Recuo no decreto

Após a greve, o governo estadual resolveu modificar, nesta quinta (26), decreto que regula as transferências de professores e que acabou motivando a greve da categoria. As novas regras tinham sido publicadas no dia 28 de maio e limitavam as condições para que o docente pudesse mudar de escola ou cidade onde trabalha.

O Estado manteve a obrigatoriedade de que as substituições durem, pelo menos, 200 dias. Mas passou a permitir que profissionais que tiraram todo tipo de licença peçam transferências - o decreto autorizava apenas para gestantes - e aumentou em duas o limite de faltas de um professor que queira mudar de escola. Segundo a Secretaria de Educação, as 12 faltas agora toleradas estão de acordo com uma lei publicada recentemente pelo governador, que permite aos servidores seis faltas com atestados médicos e seis abonadas durante o ano.

''O conceito central do decreto não muda, de que os professores se fixem por 200 dias na mesma escola'', disse a secretária Maria Helena Guimarães de Castro. Segundo ela, os ajustes foram pedidos pelos sindicatos da categoria e por deputados.

Para Carlos Ramiro, no entanto, as mudanças são insuficientes. ''Há professores do interior que só conseguem vaga na capital e depois precisam se transferir para suas cidades'', diz. Desde o dia 13, quando foi deflagrada a greve, a categoria pede a revogação do decreto. Para Ramiro, se fossem efetivados os cerca de 100 mil professores temporários da rede, para trabalharem na região onde moram, o problema das transferências acabaria. ''Isso é inconstitucional, não podemos fazer um concurso público apenas para esses professores'', diz a secretária.

Veja as reivindicações dos professores:

- Revogação do Decreto 53037 e da Lei 1041 - Reajuste salarial já, que reponha as perdas salariais - Incorporação das gratificações aos salários com extensão aos aposentados - Realização de concurso público classificatório para todas as disciplinas - Um novo Plano de Carreira; - Fim da aprovação automática; - Liberdade de cátedra; - Extensão do ALE para todas as unidades; - Gestão democrática e autonomia da escola; - No máximo 35 alunos por sala; - Melhores condições de trabalho; - Garantia de emprego e estabilidade a todos os professores.
Da redação, com agências

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Nação Hip Hop Brasil comemorará o aniversário de 181 anos da cidade de Rio Claro com batalha de break

Os encontros da rapaziada do Hip Hop no Sindicato dos Eletricitários tem dia da semana marcado, sempre às terças - feira a partir das 19hrs cerca de 30 jovens, adolescentes, crianças e até mesmo adultos beirando os 40 anos comparecem para uma atividade saudavel: treinar break.

A cerca de 5 mêses a atividade do projeto "Hip Hop no Sindicato" organizado pela Nação Hip Hop Brasil e coordenado por membros da Fabulosos B.Boys já deu frutos como a V Batalha da Amizade, onde contou com a presença de 150 pessoas somando 8 cidades.

Agora, com o tema, "Batalha Individual de Break - Rio Claro 181 anos", a Nação Hip Hop Brasil busca fazer essa homenagem à cidade de Rio Claro, mostrando que o Hip hop se importa sim com a cidade e com as políticas públicas desenvolvidas para o municipio.

Por isso, fica aqui o convite, no proximo dia 24 de junho (terça feira) compareça ao Sindicato dos Eletricitários, na avenida 2 com as ruas 5 e 6 para prestigiar ou então participar da Batalha Individual de Break - Rio Claro 181 anos.



Dia: 24/06/2008

Horário: 19hrs

Inscrição: R$5,00

Produção: Curinga Produções

Realização: Nação Hip Hop Brasil-SP

Contato: 19 9637-1830 ou curingacpi@hotmail.com

terça-feira, 17 de junho de 2008

Nação Hip Hop Brasil: 111 velas homenageiam mortos no Massacre do Carandiru

Na noite desta sexta-feira (13), as lideranças do Nação Hip Hop Brasil, presentes no 14º Congresso da UJS (União da Juventude Socialista) – que acontece até domingo (15) no Parque da Juventude da capital paulista – realizou o primeiro ato de homenagem aos presos assassinados no Massacre do Carandiru. Ao som de Diário de um Detento, dos Racionais MC’s, eles denunciaram as condições de vida da juventude que vive nas periferias do Brasil e apontaram o socialismo como saída para essa realidade.
O Massacre do Carandiru, promovido pela tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo, ocorreu em 1992 e deixou pelo menos 111 presos mortos do complexo penitenciário Carandiru, segundo dados da PM. Após o massacre, o complexo foi implodido e no lugar foi construído o Parque da Juventude, onde acontece o congresso da UJS.

Para lembrar a data e homenagear os mortos no massacre, a Nação ascendeu 111 velas em frente ao prédio onde acontece o congresso da UJS. Emocionados, 111 jovens seguraram cada uma das velas, cantaram rap e destacaram a falta de oportunidades como um dos fatores decisivos para levar a juventude das periferias e favelas brasileiras ao crime.

“Quantos de nós já não vimos um companheiro ser preso por ter roubado um tênis, em função da propaganda consumista do sistema. Quantas vezes não nos deparamos com amigos que foram parar nos presídios e saíram ainda mais incentivados a viver no crime. Por isso estamos aqui, porque acreditamos em outro futuro, um futuro socialista”, disse o presidente da entidade, Aliado G, do grupo de rap Face da Morte.
Marcelo Buraco, liderança comunitária de Santo André, destacou a coragem da juventude socialista de promover pela primeira vez, desde 92, um ato de homenagem aos assassinados.

“Só mesmo a UJS e a Nação Hip Hop Brasil poderiam vir aqui, nesta sexta-feira 13, homenagear aqueles que aqui morreram em função da repressão do sistema. Só mesmo essa juventude e todo seu humanismo para empunhar a bandeira da justiça, da liberdade e do direito de sonhar que foi duramente ceifado pelo sistema repressivo do capitalismo neste triste episódio do Carandiru”, falou.

Rap é a saída

O presidente da Nação-SP, Mano Oráculo, e vocalista da banda Maloca, lembrou o cotidiano dos presos que ali tombaram.

“Aqui, onde agora estamos pisando e realizando esse grande congresso, está o sangue de muitos jovens e homens que foram vítimas do capitalismo. Essa homenagem, mais do que marcar a data, serve para honrarmos esse sangue revigorando a nossa luta, que deve ser cada dia mais combativa, em defesa de um novo Brasil, em defesa da revolução”, agregou.
Em lágrimas, Mano Oxi, MC do grupo DNA e presidente da Nação-RS, destacou a realidade da juventude nas periferias hoje.

“Quem aqui vive ou conhece as periferias desse país sabe que para a juventude excluída, muitas vezes, o único futuro é a cadeia. Estamos aqui para provar que o contrário é possível. O rap pode ser uma saída, uma alternativa à exclusão que sofremos todos os dias e a cada momento das nossas vidas. Nossa missão é apresentar essa possibilidade, é dar voz à juventude que quer alterar essa rota”, concluiu.

As centenas de jovens presentes panfletaram o jornal da Nação Hip Hop Brasil aos passantes que passaram pelo Parque. “Essa lógica perversa do capitalismo que impregna a sociedade com o individualismo e o consumismo é meticulosamente pensada e elaborada pela elite que também faz esse extermínio da população pobre quando quer esvaziar o papel do Estado nos deveres e direitos do povo e apenas mantendo a repressão”, diz o texto do jornal.

A Nação ainda informou que pretende fazer mais atos como o que foi feito na noite de sexta e também atos nacionais. O objetivo é denunciar a realidade dos presídios no país, reivindicar melhorias na política penitenciária para garantir a recuperação dos presos e a sua real integração à sociedade.

Eles terminaram o ato ao som de Diário de um detento e reivindicaram mais políticas públicas de e para a juventude, como acesso à educação, ao lazer, à cultura e ao esporte. “Somente com políticas públicas sérias de, para e com a juventude superaremos esse triste capítulo da humanidade rumo à construção do socialismo”, concluiu Buraco no ato que arrebatou fortes emoções na segunda noite do congresso.

Por Carla Santos

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Nação Hip Hop Brasil promove grande evento no interior de São Paulo


V Batalha da Amizade: disputas acirradas de break + debates qualificados sobre o Hip Hop
Rio Claro (SP)

“A atividade superou todas as nossas expectativas conseguimos reunir um público de aproximadamente 100 pessoas e dez cidades da região. O alto nível dos debates e as performances dos b.boys garantiram o sucesso do evento”. Esse é o balanço feito pelo coordenador regional da Nação Hip Hop Brasil em Rio Claro (SP), Luiz Curinga, sobre a V Batalha da Amizade realizada no dia 25 de maio na cidade.
Para o presidente da Nação em Rio Claro, Kadú, o evento “é uma festividade cada vez mais aceita pelo publico do Hip Hop e simpatizantes com a cultura”.
Esse evento é promovido todos os anos com a intenção de reunir o público do Hip Hop para fazer suas manifestações.
A V Batalha da Amizade mostrou, além de disputas acirradas de break, a consciência da galera do Hip Hop em relação aos estudos e política.
Na parte da manhã aconteceu o debate “"Hip Hop Passando a Limpo" com o b.boy Gago (Tranquilez Crew -Americana), Kamarão (“Zulu Nation”- Rio Claro), Dj Buiu (Araras), Kadú (Nação Hip Hop Brasil-Rio Claro), Curinga (Nação Hip Hop Brasil-Rio Claro), b.boy Nino (Suburban Crew) e Sono (b.boy e escritor de grafiti) Limeira.
“Quase todos os participantes do debate ressaltaram o valor dos estudos, o valor de um nível superior o quanto é importante nós do Hip Hop estarmos cada vez mais capacitados para abraçar os espaços que estão livre, e que muitas vezes não ocupamos por falta de conhecimento”, afirma o presidente da Nação.

Outras temas também foram discutidos no debate, como a história do Hip Hop, importância da união entre os elementos e a bandeira de luta política do Hip Hop.
Segundo Curinga, o debate foi produtivo porque contou com a participação dos manos e minas presentes no evento. “O debate rendeu sérias discussões sobre o Hip Hop, a galera participou bastante com perguntas e sugestões”.

Na parte da tarde aconteceram a batalhas de break. No final da atividade o b.boy e artesão Índio prestou uma homenagem ao pessoal presente que já tem uma longa caminhada no Hip Hop de Rio Claro e região, entre eles b.boy Gago, b.boy Nino, Dj Rô (um dos primeiros djs de rap de Rio Claro), MC Kadú, entre outras personalidades da região que estavam presentes.
“Como é um evento mais voltado ao break senti um pouco de ausência dos outros elementos, embora contamos com a presença de MCs de Piracicaba, escritores de graffiti de Limeira e DJs de Araras”, destaca Kadú.
Cidades participantes: Rio Claro, Araras, Campinas, Americana, Piracicaba, Votorantim, Limeira, Sorocaba, Mombuca e Indaiatuba
Organização: b.boy Bruno, b.boy e artesão Índio e Nação Hip Hop Brasil Rio Claro
Classificação geral da batalhas:Crew
1º lugar: Suburban Crews
2º lugar:Tranquiliz Crew
3º lugar: Entrusos Crew

Batalha individual
1º lugar: b.boy Bruno (Indaiatuba)
2º lugar: b.boy Rudy (Rio Claro)
3º lugar: b.boy Zoio (Americana)

Fonte: Eliane - www.nacaohiphopbrasil.com.br

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Conexão Cidade Livre

Mais um programa entra para a grade da Rádio Cidade Livre FM

É isso ae internautas e ouvintes da Cidade Livre FM, entrou na programação nesta sexta feira o programa "Concexão Cidade Livre - A Voz do Trabalhador", dirigido por Curinga e Roberto, tendo na locução Reginaldo Breda e Paulo Zanella; ambos do Sindicato dos Bancarios.

A idéia do programa, "é levar informação e fazer o contra ponto com a mídia, pautando acontecimentos que não são noticiados na grande mídia", relata Reginaldo Breda em seu primeiro programa.

Já Paulo Zanella ve a rádio como um grande projeto, onde será um laboratório e aproveita para "pedir desculpas aos ouvintes se errar demais" e justifica "pois não somos profissionais e por isso teremos de errar bastante para então aprendermos".

A rádio comunitária Cidade Livre FM, que iniciou seus trabalhos no dia 7 de janeiro com apenas 2 programas, "Programa do Sapo" e o "Programa do Curinga, hoje conta com uma grade bem encorpada e diversificada:

6:00hrs (seg. a sex.) - A hora e a vez do trabalhador - Sertanejo - Locução - Ribeiro

8:30hrs(ter. e sex.) - Conexão Cidade Livre -Locução - Reginaldo Breda - Paulo Zanella

11:30hrs( seg. a sex) - Programa do Sapo - Locução - Roberto

17h (seg a sex) Programa do Curinga - Locução - Curinga

18:30 hrs (seg a sex) Jornal do Trabalhador - Produção CUT

19hrs (qui) Funk-se - Locução - Kamarão


E mais, a Cidade Livre FM conta com insersões diarias como, "Palavras de Vida", "História do Samba" e "Prosa Rural".


Escutem a rádio Cidede Livre - http://www.cidadelivrefm.org/

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Nova Direção do Sindicato dos Bancários tomaram posse na quinta (24) de abril


Um Pouco de História

O Sindicato dos Bancarios de Rio Claro, foi fundado em 1959, o que lhe confere 49 anos de história, marcados pelas lutas por melhores condições de trabalho e por justiça social. As cidades de ANALÂNDIA, ARARAS, CONCHAL, CORUMBATAÍ, CORDEIRÓPOLIS, IPEÚNA, ITIRAPINA, LEME, RIO CLARO, SANTA CRUZ DA CONCEIÇÃO e SANTA GERTRUDES, formam a sua base territorial e reúne cerca de 1100 bancários de bancos privados e públicos, dos quais 60% são sindicalizados.
Quanto maior o número de bancários sindicalizados, maior a força do sindicato para lutar por melhores salários e condições de trabalho, maior também seu poder de intervenção na sociedade pela igualdade social, emprego, saúde, educação e lazer para todos.
Além disso, o Sindicato disponibiliza para os bancários uma infra-estrutura completa. A área de lazer com piscina, quadra poliesportiva, campo de futebol, sauna, salões de festa, quiosques, bar social e salão de jogos tornou-se um importante ponto de encontro das familias bancárias. A colônia de férias em Caraguatatuba é outra opção de descanso e lazer para os bancários em férias.
Através do plantão jurídico, tanto na sede em Rio Claro como na subsede em Araras, os bancários podem tirar dúvidas sobre seus direitos. Os convênios educacionais como as Faculdades da Região, com até 35% de desconto nas mensalidades dos associados e dependentes, mudou a vida de muitos bancários que puderam ingressar num curso superior ou ainda retomar os estudos.

Convênio odontológicos, com farmácias e comércio em geral, garantem descontos nos tratamentos, nas aquisições de medicamentos, de produtos esportivos, de vestuário, de higiene, entre outros.

As atividades do sindicato extrapolam o atedimento ao bancário. O sindicato atua em diversos órgãos municipais, interferindo nas decisões que podem melhorar a vida dos trabalhadores e da sociedade.

Também participa de projetos nacionais e internacionais, como a camo a Campanha pela Redução da Jornada de Trabalho, sem redução de salários; a Campanha de valorização do salário mínimo e redução na tabela de imposto de renda das pessoas físicas; e da Campanha pelo trabalho descente no mundo, encabeçada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). A participação de todos nas atividades diárias lideradas pelo Sindicato em Rio Claro e Região fortalecem sua atuação em defesa dos direitos dos trabalhadores e dos cidadãos.


A Atividade de Posse

Com presença do Deputado Estadual e Presidente da Federação Nacional dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul Davi Zaia (PPS), Ricardo Patah (Presidente da União Geral dos Trabalhadores - UGT, Wanolles Ribeiro (Presidente Municipal do PT), Francisco Quintino (Presidente Municipal do PPS), a atividade ocorreu no Rio Claro Plaza Hotel, iniciando às 9:30 com a abertura da mesa e por fim com a cerimonia de posse feita pelo Deputado Davi Zaia.

A Diretoria Executiva ficou composta por

1- Reginaldo Lourenço Breda - Presidente - Unibanco Rio Claro

2- Antonio Luiz Hilsodorf - Vice Presidente - Bradesco - Rio Claro

3- Luis Fernando Pauleli - Secretário Geral - HSBC - Rio Claro

4- Antonio Pulz Neto - Primeiro Secretário - ABN Real - Araras

5- José Roberto Baschiera - Segundo Secretário - Santander/Banes - Rio Claro

6- Maria Inez Rolin dos Santos - Primeiro Tesoureiro - Bradesco Rio Claro

7- Luciano Fossaluza - Segundo Tesoureiro - Unibanco Rio Claro


Conselho Fiscal

1- Maria Ângela Z. Sella - Bradesco - Rio Claro

2- Valdir Aparecido Pires - Santander/Banesp - Rio Claro

3- Maria do Carmo Peggau - Banco Nossa Caixa - Rio Claro



quinta-feira, 17 de abril de 2008

Toni C.: Por que o caso Isabella comove?

Não tomei conhecimento desde o princípio do caso de Isabella, cinco anos, encontrada morta no jardim de um prédio na zona norte de São Paulo no último dia 29. Mas aos poucos fui me inteirando, tomando conhecimento. Virou uma discussão nacional, onde é impossível não se envolver emocionalmente. Onipresente nos meios de comunicação há mais de duas semanas. Não há como tomar conhecimento e não se perguntar: Por quê? Quem?... Fui substituindo as perguntas, e entre as novas passou a surgir... “Por que o caso Isabella comove tanto o país?
Por Toni C.
Isabella: emoção, coisas e gente
Comecei a notar que, por mais que se provoque na sociedade os sentimentos mais individualistas, o ser humano tem guardado dentro de si sentimentos de solidariedade e companheirismo. Quem não se colocou no lugar da menina? Quem não se colocou nos lugar dos pais, dos irmãos, da mãe?
Quem não se sentiu pelo menos por uma fração de segundo como se Isabella Oliveira Nardoni fosse a sua própria filha? Como se perdesse um ente querido...
Talvez tenha sido isso que Cristo ensinou quando disse “amai o próximo como a ti mesmo”. Ou o que Che expressou na celebre frase: “Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros”.
Isabella, com cinco anos de idade, unificou uma nação de 180 milhões de pessoas num único sentimento. A comoção nacional é justa, legítima e reveladora.
Outra pergunta que fiz foi: Será que o mesmo aconteceria caso Alexandre Nardoni fosse um pedreiro desempregado, morasse numa favela e não no 6º andar do Edifício London? E se a queda da menina fosse numa valeta do esgoto a céu aberto que passasse em frente do barraco da família?
Cento e onze mortos no massacre do Carandirú a mando do governo paulista, não causaram tamanha comoção. E o país que tem cidades como o Rio de Janeiro, onde morrem mais jovens vítimas de armas de fogo do que em guerras como a de Israel e Palestina (pesquisa do Iser 2001).
A comoção é louvável. Mas por que não houve a mesma reação diante da Chacina da Candelária, quando policiais atiraram em mais de 70 menores? Por que crianças mortas de inanição comovem menos que adolescentes morrendo de anorexia? Por que quem rouba um pote de margarina vai preso e quem toca fogo em índio e mendigo fica impune?
Uma das testemunhas, um advogado morador do prédio em frente, apareceu na televisão dizendo: “A menina não representava perigo a ninguém”. Então é por isso? Quando morre um pretinho desafortunado ninguém se comove porque ele pode representar perigo quando crescer? E o mal se corta pela raiz?!
Tudo demonstra que, por trás da nobre comoção, está embutido um mesquinho sentimento de classe.
Os casos do menino João Hélio, arrastado preso ao cinto do carro, ou da estudante Liana Friedenbach, morta pelo namorado, foram usados como estandarte para reivindicar a redução da maioridade penal, ou pedir a pena de morte. No caso Isabella, as classes menos favorecidas não saem às ruas para pedir o fim da cela especial para quem tem curso superior, ou a extinção do foro privilegiado. Afinal a lei não deve ser aplicada da mesma maneira a todas as pessoas?
Vivemos num país onde o pobre foi ensinado a se classificar como classe média baixa. Parece que essa classe média se diferencia da outra por não ter o hábito de tirar proveito da desgraça alheia.
A imprensa, que mede sua audiência com pesquisas, não cansa de bombardear o caso, mesmo sem nenhuma nova informação. Se precipitou em acusar o pai e repete versões que já se sabe serem inverdades.
A polícia informa que até sexta-feira deve sair o laudo conclusivo. O telejornal da maior emissora deTV do Brasil, ne quarta pela manhã, deixou escapar que torce para que o caso se estenda ao máximo – assim como sua liderança de audiência, hoje ameaçada. Apela para o argumento macabro de que sexta feira Isabella completaria seis anos. “Não seria de bom tom no dia de seu aniversário divulgar o laudo final (sic)", comenta a apresentador. Impedida de exprimir emoções, ela diz uma única frase, “Que caso triste!”, e emenda com a próxima notícia, sobre uma festa de premiação do cinema. Entram imagens de gente sorrindo; entre os grandes campeões da noite está o filme Tropa de Elite, é claro.
Discordo em gênero, número e grau de quem simploriamente classifica esse filme de fascista. Fascista é a sociedade em que vivemos. O filme é só um retrato dela. O ator Wagner Moura, que interpreta o personagem Capitão Nascimento no filme, dá uma breve declaração, dizendo-se satisfeito por ser reconhecido não só pelo povo mas também por profissionais da área.
Será que com tanto artista, imprensa, enfim, com toda elite, ninguém cotucou o Wagner e cochichou em seu ouvido: “Wagner, entra numa cabine telefônica, vira o Capitão Nascimento, pega sua Tropa e sobe pelo elevador. Atira no primeiro que aparecer, pega uma segunda pessoa pelos cabelos e coloca a cara dele no buraco do tiro. Depois bate na cara dele gritando. ‘Confessa, quem matou Isabella, você viu, confessa!’ Até o cara contar”?
Quantos filhos não perguntarão nos próximos dias: “Papai, você tem coragem de me jogar do prédio?” Quantos não se perguntaram o que aquela criança fez para merecer isso? Quantas mães com filhos de outro casamento não proibirão que seus filhos passem um fim de semana com seu ex-marido? Será que alguém mais lucrou com isso além da imprensa e das empresas que vendem grades para janela?
Não sei. Só sei que eu também não sou as coisas. Eu me revolto.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Para proteger Serra, 'IstoÉ' manipula foto de manifestação

A revista IstoÉ desta semana mostra - para poucos - que a campanha eleitoral já começou e de que lado está. Para proteger o PSDB e o governador de São Paulo, José Serra, a publicação, contrariando todas as regras do jornalismo, apagou a inscrição ''Fora Serra'' de uma foto feita durante um protesto do MST e do MAB contra a privatização da Cesp.

Por Marcelo Netto Rodrigues e Renato Godoy de Toledo, no Brasil de Fato

Mais que isso, o resultado visual inverte o significado da imagem que traz uma placa de trânsito ''Pare'', como se quem devessem parar fossem os movimentos, e não as privatizações.

A adulteração de uma foto - passível de processo pelo detentor de seus direitos autorais, no caso a Folha de S.Paulo - é plenamente possível hoje em dia com o uso de um programa para tratamento de imagens, como o Photoshop por exemplo, mas é prática condenada no meio jornalístico. O fato escancara o poder de influência camuflada que os meios de comunicação de massa tem para atuar como o que vem sendo chamado de ''Partido da Mídia'' (PM).

A foto adulterada, de autoria do fotógrafo Cristiano Machado, ilustra a matéria '' O MST contra o desenvolvimento'' e mostra integrantes de movimentos sociais bloqueando a rodovia Arlindo Bétio, que liga São Paulo a Mato Grosso do Sul e Paraná, em protesto contra a privatização da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), no dia 24 de março.

A legenda diz ''A exemplo do que ocorreu em São Paulo, em protesto contra a privatização da Cesp, os sem-terra prometem parar estradas em todo o país nos próximos dias''.

A reportagem assinada por Octávio Costa e Sérgio Pardellas criminaliza os movimentos sociais sustentando que ''os sem-terra ameaçam empresas e investimentos que geram empregos e qualidade de vida'', sem mencionar que a Aracruz Celulose, a Monsanto, a Cargill, a Bunge e a Vale - citadas pela matéria como exemplos de empresas prejudicadas - respondem a acusações de destruição do meio ambiente, desrespeito aos direitos de povos tradicionais, como quilombolas e indígenas, e exploração de trabalhadores.

A matéria tenta desautorizar o MST como um ator político que vá além da luta pela reforma agrária. Diz que ''desde 2006, o MST lidera ataques à globalização, ao neoliberalismo e às privatizações - algo que nada tem a ver com a sua luta original''.

Nada é por acaso

A editora Três, que publica a revista IstoÉ, é controlada pelo acionista majoritário do banco Opportunity, Daniel Dantas. O banqueiro tem ligações com fundos de pensões, além de uma participação ativa no processo de privatizações de estatais sobretudo durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Em 2007, Dantas superou a concorrência da Rede Record e comprou 51% das ações da editora Três, que estava à beira da falência.

O banqueiro tem uma trajetória de proximidade com outros partidos de direita como o DEM, sobretudo com o falecido político baiano Antonio Carlos Magalhães. Também foi sócio do publicitário tucano Nizan Guanaes. Por diversas vezes, foi alvo de investigações e respondeu a crimes como espionagem e formação de quadrilha. Quando estava à frente da Brasil Telecom, foi acusado de contratar a empresa Kroll para espionar a Telecom Itália.

Fonte: http://www.vermelho.org.br/
Postado por Curinga

segunda-feira, 31 de março de 2008

ABRAÇO e movimentos populares fazem manifestação pedindo o fechamento da Rádio Globo e CBN em Campinas



A Associação Brasileira de Rádio Comunitárias (ABRAÇO), em conjunto com movimentos populares, ocuparam as ruas do centro de Campinas na ultima sexta-feira (28) em uma manifestação contra a censura e perseguição das rádios comunitárias.

Estando presente mais de 500 pessoas, a manifestação foi uma atividade pacifica onde seu maior objetivo era fechar a rádio CBN e a Rádio Globo de Campinas, as duas localizada no prédio da avenida Beijamim Constant no Centro de Campinas. Os manifestantes alegaram que as respectivas rádios se encontram ilegal, isso em palavras populares quer dizer que essas rádios são Piratas. A Rádio Globo, segundo a ANATEL está desde março de 2004 sem renovar sua outorga.
Em passeata pelas ruas de Campinas, os manifestantes expressavam gritos de ordem com “Ousar, resistir e transmitir”, eles seguiram até a porta de entrada das Rádios e exigiram que a polícia fechasse as Rádios realizando com o mesmo tratamento dado à rádios comunitárias.
Segundo Jerry da direção da ABRAÇO“a polícia chega nas favelas de forma truculenta, nem pergunta nada e já vai desligando e levando tudo, inclusive o transmissor” e ainda alertou “só sairemos daqui após a polícia sair com o transmissor da rádio lacrado”.
Esteve presente também na manifestação, Curinga, membro da direção estadual da Nação Hip Hop Brasil que assumiu o microfone na passeata dizendo que “a Nação Hip Hop Brasil se solidariza com todas as rádios comunitárias invadida pela polícia e mais, se manifesta contraria a toda essa mídia golpista que assolam o povo brasileiro” e concluiu dizendo que “a Nação Hip Hop Brasil, luta sim pela democratização dos meios de comunicação e junto com a Abraço, vamos alcançar esse objetivo”.
A manifestação contou com as seguintes entidades:

Sinergia/Cut (Sindicato dos Eletricitários;
CUT – Central Única dos Trabalhadores;
Sindicato de Ciências e Tecnologias;
Intersindical;
MST (Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra);
Movimento das Fábricas Ocupadas;
Sindicato de Pesquisa;
MNU (Movimento Negro Unificado);
Sindicato dos Jornalistas;
Universitários da Unicamp;
Sindicato dos Químicos
Nação Hip Hop Brasil;
Abraço (Associação Brasileira das Rádios Comunitárias).
Postado por: Curinga

quinta-feira, 27 de março de 2008

Economia faz avaliação positiva do governo Lula bater recorde


A avaliação do governo Lula atingiu seu melhor desempenho desde janeiro de 2003, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. O índice de ótimo e bom do governo foi a 58% dos entrevistados na atual pesquisa, ante 51% na anterior, de dezembro de 2007. Desde a posse de Lula, somente em dezembro de 2006 a avaliação positiva do governo chegou a patamar semelhante, 57%.

O governo recebeu avaliação regular de 30% dos 2.002 eleitores entrevistados. Outros 11% avaliaram o governo como péssimo ou ruim e 1% não soube responder ou não opinou. A diferença entre o ótimo e bom e o ruim e péssimo atingiu, na atual edição da pesquisa, os 47 pontos percentuais, também é a maior desde janeiro de 2003.

''Pode-se afirmar que esse resultado expressa, neste momento, o desempenho da economia, como mostram os indicadores de avaliação do governo no campo econômico e a expectativa da população em relação ao futuro”, avalia a pesquisa. ''O impacto da economia no conjunto das avaliações do governo fica ainda mais nítido quando são observados os itens da agenda econômica”, continua o texto da pesquisa. Em todos os itens econômicos registrou-se crescimento da aprovação.

Quando perguntados sobre o combate à inflação, 51% disseram aprovar a estratégia do governo, ante 44% em dezembro de 2007. Em relação aos impostos, 35% disseram aprovar, ante 26% na pesquisa anterior. Quanto à taxa de juros, 39% dos entrevistados aprovaram, ante 32% em dezembro passado. A melhor avaliação foi quanto ao combate ao desemprego, em que 55% dos entrevistados disseram aprovar, ante 47% na última sondagem.

A aprovação ao governo também teve recuperação na atual sondagem. Ela subiu de 65% em dezembro passado para 73% neste mês. É o segundo maior índice de aprovação desde março de 2003, quando fora de 75%.

Outro indicador da pesquisa CNI/Ibope que foi recorde nesta edição é a nota média para o governo Lula. Ela ficou em 7,1, numa escala de zero a 10. A melhor nota até então tinha sido o 7 recebido em dezembro de 2006. A confiança ao presidente Lula se recuperou neste mês, ao alcançar 68%, igual a dezembro de 2006. Nesse intervalo, a confiança havia caído para em torno de 60%.

A avaliação daqueles que consideram o segundo mandato de Lula melhor do que o primeiro também melhorou: 42% dos entrevistados disseram que Lula está governando melhor agora do que no primeiro mandato. No levantamento anterior, esse percentual era de 35%. Para 16% das pessoas entrevistadas, a segunda gestão de Lula é pior do que a primeira. Em dezembro, 21% das pessoas disseram que Lula governou melhor em seus primeiros quatro anos.

A melhor avaliação do presidente, segundo a pesquisa, ocorreu em todos os segmentos analisados. As evoluções mais significativas foram identificadas nas classes de maior renda, nas regiões Norte e Centro-Oeste, nas capitais, e entre aqueles que cursaram até o Ensino Fundamental.
Reforma tributária e segurança pública
A reforma tributária é considerada muito importante para o país, segundo pesquisa. 35% dos entrevistados a consideram muito importante, enquanto 47% disseram que ela é importante. Ou seja, 82% dos entrevistados acreditam que a reforma deveria ser feita logo. Para 9% dos que responderam à pesquisa, ela é pouco importante, enquanto 4% acham que ela não tem importância. Do total, 5% não responderam ou opiniaram.

Segundo a pesquisa, essa avaliação foi influenciada pela convicção de que a reforma tributária aumentará o crescimento econômico, resposta dada por 32% dos entrevistados, ou gerará mais empregos, de acordo com 35% dos ouvidos pelo CNI/Ibope.

Mas 31% disseram que ela fará o brasileiro pagar menos impostos. Para 32% deles, os brasileiros continuarão a pagar a mesma quantidade de impostos e, para 25% dos eleitores, os contribuintes pagarão mais impostos depois de aprovada a reforma. Do total, 12% não responderam ou não opinaram.

A segurança pública no Brasil foi considerada ruim ou péssima pela maioria dos eleitores. Para 22% deles, a segurança no país é ruim e, para 31%, é péssima. Apenas 3% dos entrevistados disseram avaliar como ótima a segurança pública, ante 15% que disseram ser boa e 29% que responderam que é regular.

Os entrevistadores foram a campo entre os dias 19 e 23 de março, em 141 municípios, nos quais entrevistaram 2.002 eleitores. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para baixo ou para cima e o grau de confiança é de 95%.

Confira a íntegra da pesquisa, disponível para download (arquivo em PDF :: 420Kb)

Fonte: Portal Vermelho - www.vermelho.org.br

Postado por: Curinga

quarta-feira, 26 de março de 2008

1ª vitória da Jornada de Lutas: Serra cancela leilão da Cesp e estudantes mantém ato em defesa da educação e contra privatizações

A Jornada no estado também inclui a luta por mais verbas para a educação e gestão democrática nas universidades e escolas


Depois da pressão exercida por entidades do movimento social e estudantil, o governador José Serra anunciou esta terça-feira, o fracasso do leilão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). A decisão foi considerada uma vitória para o movimento estudantil paulista que pautou a privatização da estatal para a manifestação desta quarta-feira (26) na capital paulista.
"Vamos realizar um ato em comemoração a essa vitória, mas nos manteremos atentos a qualquer tentativa de privatização de empresas brasileiras", anunciou o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), Arthur Herculano.

Esta quarta-feira, cerca de 5 mil estudantes sairão às ruas da capital em passeata para reivindicar mais verbas para a educação e uma gestão mais democrática nas universidades e escolas.
A manifestação tem concentração marcada para as 8h, na praça da Sé, e terminará com um ato em frente a BOVESPA. Segundo o presidente da UPES, entidade que organiza a Jornada de Lutas juntamente com a UNE e a UBES, "a maior capital do País, também tem a educação com um de seus piores índices e é pela melhoria nestas condições que os estudantes paulistas pretendem lutar".
Essa é a etapa paulista da Jornada de Lutas da União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) que promovem até dia 28 de março, uma série de manifestações que acontecem em todas as capitais do Brasil.

Sobre a JornadaA Jornada já é uma tradição das entidades que a cada ano, sempre no mês de março, elege um tema relacionado à educação, que esteja na ordem do dia. Este ano a Jornada de Lutas elegeu as seguintes bandeiras: fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU); gestão democrática nas escolas; aumento nas verbas, com 10% do PIB para a educação; limitação do capital estrangeiro nas universidades brasileiras; mais qualidade e acesso ao ensino superior.
Além das bandeiras que nortearão as manifestações pelo Brasil, a Jornada também relembra os 40 anos da morte do estudante secundarista Edson Luis, assassinado no restaurante Calabouço, em 1968, pela ditadura militar.

Fonte: Redação UNE - http://www.une.org.br/

Postado por CURINGA

quinta-feira, 13 de março de 2008

Semana Municipal do Hip Hop, uma conquista da NAÇÃO HIP HOP BRASIL


Após 3 vezes reprovada pela comissão de políticas públicas, Nação Hip Hop Brasil de Rio Claro faz pressão popular e defini-se então a aprovação da Semana Municipal de Hip Hop na cidade de Rio Claro, interior de São Paulo.

Com o apoio de Agnelo Matos (PT) e formulação do projeto feito por Luiz Curinga, o projeto de Lei foi aprovado na Comissão de Políticas Públicas, composta por 3 vereadores, sendo 2 da base do governo DEM e um (Agnelo) da oposição; após 4 vezes apresentado sendo reprovado por 3 vezes. Isso fez com que a Nação Hip Hop Brasil se mobilizasse e pressionassem a bancada governista forçando então o encaminhamento para que todos os vereadores decidissem pelo sim ou pelo não.

Encaminhado o projeto, sendo aprovado em primeira discussão, bastava agora mais uma sessão da Câmara para que fosse aprovado definitivamente. Marcada para o ultimo dia 11 terça-feira, a Nação Hip Hop Brasil, continuou pressionando e manifestando a importância da aprovação de tal projeto, onde tinha como base maior, o debate, formação e inclusão do povo pobre de periferia.

A grande explicação e exposição do projeto fez com que todos os vereadores se sensibilizassem com o projeto e o aprovassem por unanimidade, levando a alegria a todo movimento hip hop que está comemorando até agora.

O projeto Semana Municipal de Hip Hop, tem por base trabalhar com as áreas da saúde, através de debates sobre sexualidade, educação, com a exposição de uma palestra sobre o Cursinho de Periferia (recém inaugurado no Chanceler), segurança, debatendo um formato novo de política pública de segurança, enfim, englobando quase todas as áreas que trabalham com política pública.

Para coordenar esse e outros projeto, a Nação Hip Hop Brasil está montando um Conselho Municipal de Hip Hop, que tem por carta de princípios a UNIDADE de entidades ligadas ao hip hop ou que sensibilizam pela causa, “isso ajudará a interlocução entre Crews, Grupos, Bandas, Entidades, Posses, Associações etc" ressalta Curinga.

A Nação Hip Hop Brasil de Rio Claro é presidida por Kadu e coordenada regionalmente por Luiz Curinga, que também compõe o conselho fiscal da ONG – Olho no Olho Cidadania em foco.
Por Curinga

terça-feira, 11 de março de 2008

O Sol nasceu, a periferia dentro da universidade.

Nação Hip Hop Brasil de Rio Claro e universitários da UNESP criam o Cursinho pré Vestiular de Periferia.

Em meados do mês de Maio de 2007, universitários da UNESP e USP pararam o estado de São Paulo, lutando contra os decretos do Governador José Serra (PSDB), onde feriam completamente a autonomia das Universidades Públicas. Após vários dias acampados sem terem aulas, os universitários foram vitoriosos e caiu por terra os decretos da direita golpista.

Em Rio Claro, os estudantes da Unesp contribuíram para essa manifestação, tendo como apoio a presença de militantes da Nação Hip Hop Brasil, que ocuparam e dividiram os mesmos espaços dos universitários, fazendo com que a unidade prevalecesse e deste movimento de ocupação nascesse a discussão do Cursinho de Periferia.

Fim de ocupação, mas não fim ao projeto, onde estudantes e membros do Hip Hop continuaram com reuniões periódicas e cansativas, mas com um bem comum: Levar à periferia uma proposta; a de mostrar um mundo novo e a possibilidade de se verem dentro da universidade, não como projeto de estudo, mas sim como alunos. A cada reunião, cada debate e cada idéia colocada no papel, era possível ver que o projeto teria sim, vida e seria bem sucedido, mesmo com pouca ou nenhuma estrutura. O tempo passava e apareciam novos parceiros e alunos dispostos a entrarem junto nesse projeto.

A discussão muda de parâmetro, não se discute mais diferenças ideológicas dentro do grupo, agora a discussão é sobre grade de ensino, quem vai dar qual matéria, qual a disponibilidade de tempo para tais e o mais importante, onde será esse cursinho.

Após muito debate, fica-se decidido que o Cervezão é o local para essa experiência revolucionária acontecer, mas encontramos com diretores de escolas e as portas fechadas, indispostos a abraçar a causa, talvez por pré-conceito ou simples zelo dispensado, mas também dentro do bairro que é o maior de Rio Claro, encontramos gente disposta a ajudar e correr atrás de espaço, mas o tempo já corria e não poderíamos esperar, abrimos o leque de possíveis lugares e lembramos da famosa escola “Chancelar Raul Fernandes” já considerada a tempos como a segunda maior escola da América Latina.

Fomos até a escola, entramos em contato com a diretora que abraçou a causa e dela fez sua bandeira também. Estava assim montado todo o quebra-cabeça, agora o que teríamos que cuidar era de nossa ansiedade até o presente momento.

Dia 3 de março de 2008, chegada a hora, toca-se o sinal, Tardelli com a camiseta “Chaves es um guerreiro”, que poderia ser adotada como, “Universitários e Hip Hop são guerreiros”, as mãos suando, não daria para voltar e desistir, afinal de contas, nem queríamos isso, o que queríamos era ver a sala cheia de gente dispostos a aprender e com visão de um mundo novo, um mundo livre.

Chegam os primeiros alunos, daí então, entram vários, e mais até tomarem todas as 40 cadeiras. Uma alegria indescritível, emoção toma conta de todos envolvidos no projeto, faz-se passar um filme em nossas cabeças, lembrar do tempo de ocupação, de frio dentro da universidade, de discussão com toda a galera e agora com 40 alunos dispostos a aprender e nunca terem ciência de que se pode sim estudar sem ter dinheiro, e ainda por cima receber bolsa. Tudo isso é explicado nas aulas do cursinho de Periferia e também um modo revolucionário de ensino.

Hoje, 11 de março o que temos a relatar é que, não houve esvaziamento, pelo contrário, novos alunos querem participar e buscam por mais formação e informação.
Hoje a Nação Hip Hop Brasil de Rio Claro, vê dentro da escola Chanceler Raul Fernandes uma nova esperança para jovens de periferia e tem um único objetivo: AMPLIAR esse projeto pela cidade, região, estado e Brasil.

Por Curinga

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Refugio do Saci


O refúgio do Saci São Luiz do Paraitinga (SP) é um santuário apropriado para amantes de aventura ou, simplesmente, da preguiçaPor Adriana Cristina
Diz o quadro perto da cozinha: “Este lugar representa o sonho de uma bióloga e um fotógrafo, de criar um espaço que reunisse aventureiros viajantes para contar suas histórias”. Assim é o Refúgio das Sete Cachoeiras, distrito de Catuçaba, em São Luiz do Paraitinga (a 171 quilômetros da capital paulista): um resumo do mundo, visto nos objetos trazidos de viagens a diversos países, num cantinho que sintetiza a graça da Mata Atlântica. Com 67 alqueires, o local é rodeado por um cânion do Rio Sertãozinho, afluente do Paraíba do Sul. O cânion forma as quedas d’água dentro da propriedade, dá nome ao refúgio e à Trilha das Sete Cachoeiras (Andorinha, Arco-Íris, Bromélias, Macacos, Pedra Grande, Luminosa e Encantada), com saltos de 10 a 40 metros de altura.
O hoje fotógrafo José Carlos Correia e a bióloga Nilza Tenório compraram há cinco anos a propriedade – antiga fazenda de café, com construções em pedras que remontam à época da escravidão. Ao atravessar a porteira que separa a pousada da estrada de terra, descobre-se, após uma rápida chuva ao entardecer, por que a Cachoeira do Arco-Íris tem esse nome: lá estão as curvas coloridas se banhando, presenteando a memória com um sabor de infância. Até a recepção, o corpo já esqueceu o cansaço da viagem e ganhou outro ritmo igualmente saboroso – ainda indeciso se o da aventura ou o da preguiça, que ali também se permitem.
No refeitório, três mesas arrumadas com capricho provocam para a refeição integral e orgânica, feita em fogão a lenha. Carnes, só peixe e frango. Cada ida ao fogão para encher o prato (pela segunda ou terceira vez; uma só é impossível) é intercalada aos “causos” de Zé Carlos, já parecendo um amigo antigo. Depois da refeição, vai bem um cochilo numa rede ou ir ao “paiol”, no meio do mato, de onde se vê ao longe, através da parede de vidro, a Cachoeira do Arco-Íris. Se o apetite ainda não estiver aceso, será fácil despertá-lo. Basta uma hidromassagem na banheira natural formada por pedras e queda d’água, ou quem sabe uma trilha regada a banhos de cachoeira.
Não espante o molequeHospedar-se por uns dias dá mais tempo para os passeios ou para a preguiça. Mas o local também é aberto a passeios de um dia. A Trilha das Sete Cachoeiras tem nível médio e não exige muito preparo físico. Hoje, Zé Carlos fechou essa cachoeira para visitantes. Num dos trechos da caminhada, o guia mirim mostra onde mora um Saci. Zé Carlos, aliás, é um dos fundadores da Sociedade de Observadores de Saci.
Perto do fim da trilha está a Casa de Dona Dolores, outra forma encontrada pelos donos de celebrar a cultura local. “Nosso propósito é desenvolver o turismo sustentável e cultural, ajudando a comunidade e ensinando aos jovens tradições das antigas gerações”, explica Zé. Daí em diante, o esforço aumenta e os menos preparados podem pensar em desistir; mas com tempo bom valerá a pena prosseguir. Recompensa: uma vista espetacular da Serra da Mantiqueira, Marins e Itatiaia – e por que não ficar e ver o pôr-do-sol?
Quem quiser trecho mais curto, terá de pagar com mais esforço. Na Trilha do Vale Encantado pulam-se paus, pedras, rochas e tomam-se tombos. Mas no fim também tem prêmios: as águas de um poço, uma vista de 360 graus de cair o queixo dos vales do Pinga e do Chapéu e, na volta, riachos de águas cristalinas e muito verde.
Em algumas datas, tem também a Trilha do Saci, sempre à noite. Nesta, é proibido levar garrafas e câmeras “para não assustar” o moleque. Outra opção são as cavalgadas, sob o comando de cavaleiros ligados à Cavalhada, manifestação religiosa que representa a luta entre mouros e cristãos. À noitinha, depois desse dia “difícil” e da sopinha do jantar, pode-se relaxar sob um céu crispado de estrelas, ouvir mais histórias ou aconchegar-se para o sono dos justos.
Vá alémAs festas populares têm sabor especial em São Luiz do Paraitinga. O Carnaval preserva o tradicional ritmo das marchinhas. Na primeira sexta-feira de maio (dia 2, neste ano), o Encontro das Bandeiras abre a Festa do Divino, que é encerrada no dia 11 (segundo domingo do mês). De maio a junho há o Festival de Música Junina e a Festa de São Pedro. Em julho tem a temporada de inverno, “um friozinho esquentadô”, com festival de música sertaneja de raiz e a Romaria de Cavaleiros. Todo agosto tem a festa do padroeiro São Luís de Tolosa. Em setembro, a Bik Biker. E em outubro, dia 31, em vez de Halloween, tem o Dia do Saci e a festa do moleque mais travesso da floresta.Quem leva: Pisa Trekking, (11) 5052-4085, www.pisatur.br. Mundo Aventura, (11) 3129-3190, www.mundoaventura.com.br. Biotrip, (11) 3826-6895, www.biotrip.com.br. A cidade: www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br
Refúgio das Sete CachoeirasTrilha das Sete Cachoeiras. Rodovia Oswaldo Cruz, km 46, entre as rodovias Dutra (Taubaté) e Rio–Santos (Ubatuba); Distrito de Catuçaba, Estrada do Pinga, km 2, São Luiz do Paraitinga, SP, tels.: (12) 3671-6201 ou (11) 9609-0509. www.trilhadas7cachoeiras.com.br

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sem cargos, Fidel será ''um soldado das idéias''


O presidente de Cuba, Fidel Castro, anunciou nesta terça-feira que não aspirará nem pleiteiará o cargo de presidente do Conselho de Estado e comandante em chefe na sessão do Parlamento Cubano que se instalará no próximo domingo (24). ''Não me despeço de vocês. Desejo apenas combater como um soldado das idéias'', diz Fidel.
''Continuarei escrevendo sob o título das Reflexões do companheiro Fidel. Será uma arma a mais, no arsenal com que se poderá contar. Talvez minha voz seja escutada. Serei cuidadoso'', afirma ainda o líder da Revolução Cubana, na mensagem divulgada hoje. Veja o texto na íntegra, divulgado pela agência cubana Prensa Latina:


''Queridos compatriotas:
Prometi na sexta-feira passada, 15 de fevereiro, que na próxima Reflexão abordaria um tema do interesse de muitos compatriotas. Esta Reflexão adquire a forma de uma mensagem.
Chegou o momento de candidatar e eleger o Conselho de Estado (órgão executivo cubano), seu presidente, vice-presidente e secretário..

Desempenhei o honroso cargo de presidente ao longo de muitos anos. Em 15 de fevereiro de 1976 aprovou-se a Constituição Socialista, pelo voto livre, direto e secreto de mais de 95% dos cidadãos com direito a voto. A primeira Assembléia Nacional constituiu-se em 2 de dezembro daquele ano e elegeu o Conselho de Estado, com sua presidência. Antes, durante quase 18 anos, eu exercera o cargo de primeiro ministro. Sempre dispus das prerrogativas necessárias para levar adiante a obra revolucionária, com o apoio da imensa maioria do povo.

Conhecendo meu estado crítico de saúde, muitos no exterior pensavam que minha renúncia provisória do cargo de presidente do Conselho de Estado, deixado em mãos do vice-presidente Raúl Castro Ruz em 31 de julho de 2006, era definitiva. O próprio Raúl, que por méritos pessoais ocupa também o cargo de ministro das FAR (Forças Armadas Revolucionárias), e os demais companheiros da direção do partido e do Estado, relutaram em considerar-me afastado de meus cargos, apesar de meu estado precário de saúde.

Era incômoda a minha posição, frente a um adversário que fez tudo que se podia imaginar para se desfazer de mim, e em nada me agradava satisfazê-lo.

Mais adiante pude alcançar novamente o completo domínio de minha mente, a possibilidade de ler e meditar muito, obrigado pelo repouso. Acompanhavam-me forças físicas suficientes para escrever por longas horas, que eu dividia com a recuperação e os programas pertinentes.

Um elementar senso-comum indicava-me que esta atividade estava ao meu alcance. Por outro lado, sempre tive a preocupação, ao falar de minha saúde, de evitar ilusões que, no caso de um desfecho adverso, trariam notícias traumáticas para nosso povo em meio à batalha. Minha primeira preocupação, depois de tantos anos de luta, era prepará-lo para minha ausência, sociológica e politicamente. Nunca deixei de assinalar que era uma convalescência ''não isenta de riscos''.

Meu desejo sempre foi cumprir meu dever, até o último alento. É o que posso oferecer.

Comunico a meus queridos compatriotas, que me fizeram a imensa honra de eleger-me recentemente como membro do Parlamento – em cujo seio se deve adotar acordos importantes para o destino de nossa revolução – que não aspirarei e nem pleiteiarei o cargo de presidente do Conselho de Estado e comandante em chefe.

Em breves cartas dirigidas a Randy Alonso, diretor do programa Mesa Redonda da Televisão Nacional, divulgadas por solicitação minha, constavam discretamente elementos desta mensagem que escrevo hoje. Nem o destinatário das missivas conhecia o meu propósito. Eu confiava em Randy porque conheci-o bem quando era estudante universitário de Jornalismo, e eu me reunia quase todas as semanas com os principais representantes dos universitários, na biblioteca da vasta Casa de Kohly, que os abrigava. Hoje, todo o país é uma imensa universidade.

Parágrafos selecionados da carta enviada a Randy em 17 de dezembro de 2007:

''Minha mais profunda convicção é que as respostas para os problemas atuais da sociedade cubana – que possui uma escolaridade média de cerca de 12 anos, quase um milhão de graduados universitários e a possibilidade real de estudo para seus cidadãos, sem nenhuma discriminação – requerem mais variantes de respostas para cada problema concreto que as contidas em um tabuleiro de xadrez. Não se pode ignorar um só detalhe. Não se trata de um caminho fácil, se é que a inteligência do ser humano em uma sociedade revolucionária há de prevalecer sobre seus instintos.''

''Meu dever mais elementar é não me aferrar a cargos, nem muito menos obstruir o passo das pessoas mais jovens, mas trazer experiências e idéias, cujo modesto valor provém da época excepcional em que me coube viver.''

''Penso como Niemeyer (seu amigo, o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer), que é preciso ser conseqüente até o fim.''

E da carta de 8 de janeiro de 2008:

''...Sou decidido partidário do voto unido (um princípio que preserva o mérito ignorado). Foi ele que permitiu evitar as tendências a copiar o que vinha dos países do antigo campo socialista, entre elas o retrato de um candidato único, tão solitário como também solidário com Cuba. Respeito muito aquela primeira tentativa de construir o socialismo, graças à qual pudemos continuar pelo caminho escolhido.''

''Eu tinha muito presente que toda a glória do mundo cabe em um grão de milho'', declarava naquela carta.

Eu atraiçoaria portanto a minha consciência se ocupasse uma responsabilidade que precisa de energia e mobilidade totais, que não estou em condições físicas de oferecer. Explico-o sem drama.

Felizmente nosso processo ainda conta com quadros da velha guarda, junto com outros que eram muito jovens quando começou a primeira etapa da Revolução. Alguns deles se incorporaram quase meninos aos combatentes das montanhas e depois encheram o país de glória, , com seu heroísmo e suas missões internacionais. Contam com autoridade e experiência para garantir a substituição. Nosso processo dispõe igualmente da geração intermediária, que aprendeu junto conosco os elementos da complexa e quase inacessível arte de organizar e dirigir uma revolução.

O caminho sempre será difícil e precisará do esforço inteligente de todos. Desconfio dos atalhos aparentemente fáceis da apologética, ou de sua antítese, a autoflagelação. Devemos estar sempre preparado para as pior das variantes. Ser tão prudentes no êxito como firmes na adversidade. É um princípio que não se deve esquecer. O adversário a derrotar é sumamente forte, mas durante meio século nós o mantivemos a distância.

Não me despeço de vocês. Desejo apenas combater como um soldado das idéias. Continuarei escrevendo sob o título das Reflexões do companheiro Fidel. Será uma arma a mais, no arsenal com que se poderá contar. Talvez minha voz seja escutada. Serei cuidadoso.''

Leia também:
Lula destaca "competência, caráter e força de vontade" de Fidel
Chico Lopes reconhece e exalta anos de luta de Fidel Castro
Integra do comunicado de Fidel Castro
Fidel Castro anuncia que não quer nem aceitará reeleição

Nesta quarta-feira (13), foi assinado um manifesto de criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil e eixo central de um sistema público de comunicação. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, MST, CUT e Federaçaõ Nacional dos Jornalistas foram algumas das instituições presentes.
Vale a pena lembrar que para se gerir uma "frequência" de rádio ou televisão é necessário obter a concessão do Poder Executivo, órgão responsável por outorgar e/ou renovar este direito e uma TV sem vínculo com nenhuma empresa privada é o melhor meio para a obtenção de informações livres de manipulação.
TV Pública: uma necessidade democrática
As entidades abaixo-assinadas, diante da iminente votação da MP 398/07, que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil e espinha dorsal do sistema público de comunicação, afirmam:
1. Ratificamos nosso apoio à criação da EBC, na expectativa de um sistema público de comunicação, ressaltando sua importância para a democracia brasileira e sua necessidade para a consolidação da comunicação como direito social e humano.
2. Diferentemente das principais democracias consolidadas no mundo, que contam com um sistema público de radiodifusão, o Brasil até hoje não deu esse passo necessário.
3. Defendemos que a nova TV Pública deve ser uma referência para as demais televisões no que diz respeito à qualidade da programação e ao estabelecimento de mecanismo de participação e envolvimento da sociedade na sua gestão, produção e programação, bem como no encaminhamento de críticas e sugestões pela população.
4. Entendemos que a TV Pública deve manter independência tanto em relação aos governos como ao mercado, produzindo conteúdo de interesse público, sintonizada com as necessidades da sociedade.
5. Ressaltamos que a TV pública deve considerar o cenário de convergência tecnológica, buscando formas de agregar à sua rede uma oferta de serviços digitais, viabilizando a inclusão social.
6. Repudiamos as tentativas de desqualificação da TV Pública que tentam obstaculizá-la ou retirar-lhe as prerrogativas indispensáveis para o seu bom desempenho, cerceando a pluralidade da sua programação e a busca de fontes de financiamento não governamentais.
7. Por tudo isso, defendemos a aprovação da Medida Provisória 398/07, entendendo que ela é o primeiro passo na direção da criação do sistema público de comunicação no Brasil.
8. Reivindicamos, todavia, o aperfeiçoamento da MP, mediante a consideração das contribuições formuladas pela sociedade civil, movimentos sociais, movimentos que lutam pela democratização da comunicação, pesquisadores e trabalhadores da comunicação. Tais contribuições dizem respeito especialmente aos conceitos de gestão, programação e financiamento, de modo a aperfeiçoar o caráter público da EBC e da TV Brasil e garantir sua continuidade nos governos futuros.
9. Por fim, afirmamos que estamos mobilizados para defender a implantação da TV Pública brasileira.

Brasília, 13 de fevereiro de 2008.

Comissão de Mobilização pela I Conferência Nacional de Comunicações

1) FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

2) MNDH - Movimento Nacional de Direitos Humanos

3) Fenaj - Federação Nacional dos Jornalistas

4) CUT - Central Única dos Trabalhadores

5) CFP - Concelho Federal de Psicologia

6) ABCCOM - Associação Brasileira de Canais Comunitários

7) CDHM - Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

8) Subcomissão de TV e Radiodifusão da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática

9) Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social

10) Fitert - Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Rádio e Televisão

11) Lapcom-UnB - Laboratório de Pesquisa em Comunicação - UnB

12) Abraço - Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária

13) Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão - Ministério Público Federal

14) Amarc-Brasil - Associação Mundial das Rádios Comunitárias

15) Enecos - Executiva Nacional dos estudantes de Comunicação Social

16) MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra

17) Arpub - Associação das Rádios Públicas do Brasil

18) Campanha quem financia a baixaria é contra a cidadania

19) OAB - Ordem dos Advogados do Brasil
Postado por: Curinga

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008



Conferencia Municipal de Juventude de Rio Claro-SP

No ultimo sábado, dia 16 de fevereiro ocorreu a Primeira Conferencia Municipal de Rio Claro, com a presença de aproximadamente 40 jovens no Centro Cultural Roberto Palmari. A Conferencia teve inicio às 9 (nove) horas da manhã com a mesa de abertura sendo composta por Janice Meireles (Assessora de Juventude), Paulo Osório (Secretário de Cultura, Agnelo Matos (Vereador do PT), Candinha Demarchi (Vice-Prefeita), Aldo Demarchi (Deputado Estadual - DEM) e Luiz Curinga (Comissão Jovem Organizadora). Na abertura foram feitas varias ressalvas sobre a importancia de ser realizada uma Conferencia de Juventude no Município de Rio Claro. Luiz Curinga ressaltou que “devemos refletir sobre o que aconteceu na época da ditadura, onde jovens como nós morreram lutando e defendendo a democracia” e ainda se posicionou dizendo “se estivéssemos em um regime não democrático, podem ter certeza que estaríamos presos nesse momento”. De grande simbolismo essas palavras, já que Rio Claro é o berço do Integralismo e de nomes conceituados e históricos da ARENA (Partido que apoiava o Regime Militar).
A atividade se estendeu até às 17:00 horas (cinco horas da tarde) onde levantaram-se diversas propostas como:

Fórum Permanente de Políticas Públicas de Juventude
Conselho Municipal de Juventude
Carta de Repúdio a Redução da Maioridade Penal
Carta Aberta para que seja cumprida a lei de Política de Reciclagem.
Tiro de Guerra Facultativo
Apoio ao Ensino Médio Obrigatório
Passe Livre para todos os estudantes da Rede Pública
SUS – Política especial para Gravidez na Juventude
Descriminalização do Aborto
Criação de um Ministério de Juventude

Com a Conferencia, Rio Claro garantiu dois delegados, um sendo Janice Meireles (Assessora de Juventude) e o nome de Luiz Curinga, que além de ser da comissão jovem organizadora, é militante da Nação Hip hop Brasil e membro do conselho fiscal da Ong Olho no Olho – Cidadania em Foco.
Além de todas as propostas, a Comissão Organizadora conseguiu o feito de aglutinar as lideranças jovens de Rio Claro e de quebra agendar uma nova reunião para assim colocar em prática uma das propostas: Fórum Permanente de Políticas Públicas de Juventude.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Curso preparatório é realizado na sede da Rádio Cidade Livre FM



No ultimo dia 9 de fevereiro (sábado) a Ong (Organização não Governamental) Olho no Olho – Cidadania em Foco realizou, em parceria com a ABRAÇO (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias) e o SINERGIA/CUT um curso preparatório aos operadores e interessados em participar dos trabalhos da Rádio Comunitária Cidade Livre FM. O Curso contou com a participação de 23 pessoas contando com a presença de Jerry, Pimentel, João do Cavaco e Gilmar, operadores de Rádios Comunitárias de Campinas e membros da ABRAÇO.
Com inicio às 9h30, Roberto, Operador do Programa do Sapo da Rádio Cidade Livre, explicou sobre o Cronograma de Atividades e na seqüência passou a fala para que Jerry começasse às explicações sobre o que é e quais são os objetivos de uma rádio comunitária. Explicações jurídicas foram dadas nesta parte do curso, inclusive a citação de que no Brasil existem diversos veículos de comunicação irregulares. Nesta parte do curso, também foi feita uma dinâmica de grupo com a divisão das pessoas em dois blocos, onde foi criada uma reportagem.
No período da tarde, foi ministrada, por Pimentel, uma introdução básica ao programa Zara Rádio (programa usado na maioria das Rádios Comunitárias) onde quem esteve presente pode captar e aprender diversas técnicas e “manhas” do programa.
Encerrando as atividades às 16h30, os participantes saíram dispostos à estarem, de fato, contribuindo para que o projeto Rádio Cidade Livre FM, da Olho no Olho – Cidadania em Foco siga em frente com a grande preocupação de fazer uma rádio do povo para o povo.
postado por: Curinga

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Radio Cidade Livre - 92,1



Programao Sapo

Esté é o Sapo, trazendo muitas noticias e programas ao vivo; um grande destaque do "Programa do Sapo" é a parceria com o Ministéro de Saúde, o qual envia os programas sobre saúde do trabalhador e diversos assuntos ligados a saúde como conselhos de saúde, conferencias e palestras.

O "Programa do Sapo" vai ao ar de segunda a sexta à partir das 11h30. Na Cidade Livre FM - 92,1

Radio Cidade Livre FM


Dia de Trabalho

Dj Curinga em gravação de seu programa semanal, "Programa do Curinga" que vai ao ar de segunda à sexta feira a partir das 17hrs; trazendo o melhor da música altarnativa de Rio Claro, região e do Brasil todo.
Além de trazer na integra reportagens recebidas no email ou então retirada de alguns site, exemplo disso é a enquete sendo feita no site http://www.canalrioclaro.com.br/:

Enquete
Como você avalia o trabalho do Deputado Estadual Aldo Demarchi representando Rio Claro na Assembléia Legislativa?
Ótimo 20%
Bom 9%
Regular 12%
Ruim 59%
Nº de Votos: 1016
postado por: Curinga

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Orlando Silva: CGU é quem deve definir o uso de cartão

Em entrevista concedida ao Vermelho neste sábado, o ministro do Esporte Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou que "quem deve definir o uso do cartão corporativo do governo federal é a CGU", e não a mídia.
Por Humberto Alencar, com agências
Em entrevista coletiva cedida na manhã de sábado em São Paulo, o ministro também defendeu o uso do cartão por autoridades federais. Ele afirmou também que pretende receber de volta o dinheiro que recolheu ao Tesouro Nacional ontem como forma de devolução dos gastos com o seu cartão corporativo desde que assumiu o ministério.
"Tenho convicção da legalidade e moralidade dos gastos", afirmou o ministro do Esporte sobre o uso do cartão por parte de seu ministério. "Como se estabeleceu uma polêmica sobre o que pode e o que não pode ser pago com o cartão, eu vou aguardar a fixação das regras definitivas e, a partir daí, poderei requerer a devolução daquilo que eu utilizei, adequadamente".
Orlando Silva depositou R$ 30.870,38 nos cofres da União mediante duas guias: uma de R$ 26.594,21 e outra de R$ 4.276,94. Orlando silva também encaminhou à Controladoria-Geral da União (CGU) comprovantes das despesas.
O ministro declarou que continuará pagando com o cartão as despesas de compromissos oficiais, orientando-se pelo decreto publicado pela Presidência da República sobre o assunto. "Eu espero que cada vez mais autoridades utilizem o cartão corporativo, pois ele é uma de garantir a transparência do gasto", disse.
Segundo Orlando Silva, o que está ocorrendo na polêmica do uso dos cartões é mais uma tentativa da oposição em sustentar a luta política contra o Governo Lula. "Isso é pano de fundo da luta política, onde a oposição utiliza-se de questões menores" para atacar o governo.
Orlando Silva também avaliou o papel da mídia na questão, ressaltando que os cartões são criação do governo FHC e que os gastos do governo passado são muito maiores e "sequer são mencionados" quando discute-se o assunto.
A mídia praticamente ignorou os dados publicados pela CGU, que mostram que em 2001 e 2002 — últimos anos do governo FHC — os gastos do governo federal com “suprimento de fundos” — que são as despesas hoje pagas com os cartões — foram de R$ 213,6 milhões e R$ 233,2 milhões respectivamente.
A partir de 2003, quando Lula assume o governo, esse tipo de gasto foi significativamente reduzido, mantendo-se, nos últimos cinco anos, a média anual de R$ 143,5 milhões. A mídia omite, também, a informaçõe de que que os gastos com cartões corporativos representam apenas 0,004% do total das despesas do governo.
Sobre a ofensiva realizada pela oposição Orlando Silva afirmou que "o Governo não pode deixar de cumprir a sua agenda". O Ministério do Esporte tem papel importante na realização da Copa do Mundo de 2014 no país, e procura dar apoio à candidatura do Rio de Janeiro para sede das olimpíadas de 2016, além de desenvolver projetos sociais como o Segundo Tempo.
Orlando Silva também afirmou que a decisão de devolver os R$ 30.870,38 gastos com o cartão corporativo foi pessoal e tomada por indignação. O valor gasto por servidores e funcionários do ministério — antepenúltimo na lista das pastas que mais gastaram com o cartão, disse o ministro — não foi recolhido ao Tesouro Nacional.
"Minha decisão é pessoal. Eu fiquei indignado com certas insinuações que poderiam atingir a minha honra", contou. "Vou requerer aos órgãos de controle que façam todas as auditorias necessárias para que não paire dúvida quanto à correção do meu comportamento".
Para o ministro, a questão dos cartões corporativos extrapolou o âmbito da gestão pública e passou a ser debatida na agenda política nacional. Segundo ele, o tema foi usado como arma para ataques da oposição e nem sempre foi tratado racionalmente pela imprensa.
De acordo com o ministro, o pagamento de uma tapioca com o cartão corporativo foi um exemplo disso. Segundo ele, o cartão foi usado por engano, devido à similaridade com seu cartão de crédito pessoal. Silva disse que detectou o erro ainda no ano passado e que, em outubro, ressarciu a União. Mesmo assim, o "caso da tapioca" tomou grandes proporções, ressaltou.
O ministro observou que o estudo publicado no Portal da Transparência contém alguns erros de datas e afirmou que a publicação de seus dados sem checagem acabou causando confusões. "Há gastos feitos nos dias 19 e 20 de outubro que foram apontados no estudo como do dia 22. Isso é muito importante, mas essa informação não foi veiculada pela imprensa", afirmou.

postado por: Curinga

Rádio Cidade Livre FM - 92,1 - A Rádio Comunitária de Rio Claro


DICA DO DIA
SICKO


Duração - 00:59:37 (hh:mm:ss)Tamanho - 696 MbLinguagem - InglêsTipo de arquivo - avi/video
Fonte: Michael Moore
SICKO é o novo documentário de Michael Moore. Inicialmente anunciado como um documentário sobre a indústria farmacêutica, várias empresas desta área prontamente tomaram medidas para evitar o acesso de Michael Moore a quaisquer informações comprometedoras e aconselharam os seus funcionários a não dialogar com o cineasta.
Irreverente e incisivo como habitualmente, Moore surpreendeu de novo, produzindo um documentário sobre o lucrativo sistema de saúde norte-americano. Mostrando sem qualquer censura as conseqüências da inexistência de cuidados de saúde gratuitos nos E.U.A. o documentário é uma crítica afiada aos interesses corporativos e estatais camuflados sob este problema.
Normalmente avesso à sutileza e à idoneidade, em SICKO, Michael Moore utiliza mais uma vez seu cáustico humor negro para mexer com a restrita mentalidade mercadológica americana.

Rádio Cidade Livre - 92,1

Bomba: a herança de religiões, igreja e terreiro ao carnaval

Diga mesmo: em que canto do mundo cabem juntos reisado, maracatu, caboclinho, coco, urso, boi, la ursa, orquestra e escola de samba? E não é qualquer reisado não. É único do Recife, cujo mestre, seu Geraldo, de 83 anos de idade, também tem o título do brincante mais velho da cidade, em atividade. Quem o vê cantando e dançando entende por quê.

Por Ana Braga, no Diário de Pernambuco


E a corte de Portugal ainda nem tinha se mudado para o Brasil, quando o Maracatu Nação Elefante foi fundado, em 15 de novembro de 1800. Os integrantes se orgulham, com razão, de dizer que é uma “relíqui”(sic). Já o caçula dos maracatus nação ou de baque virado, o Encanto da Alegria, de 1998, tornou-se o Ponto de Cultura Voz da Criança Pelo Maracatu, do Ministério da Cultura. Neste carnaval, aliás, o grupo está de luto pela fundadora, dona Ivanize de Xangô.

Mas, basta um tum-tum-tum, para sair menino de tudo quanto é casa, batucando até em tambor de brinquedo. Outra mulher, dona Juracy, mantém a Tribo Canindé, um caboclinho centenário. Contaque “segurar o caboclo em si é fácil. Díficl é a parte profana”.

O profano quer dizer o carnaval. Porque muita coisa do folclore que a gente vê nos dias de Momo, desfilando nas ruas e em cima de palco, tem origem mesmo na religião, na igreja e nos terreiros. E a Bomba do Hemetério, comunidade da zona norte do Recife, é feita dos dois.

“Muita gente saiu da zona rural do estado procurando uma várzea na capital e achou a Bomba. Esse êxodo trouxe o maracatu, o coco de engenho e outras manifestações. E nessa fusão, nesse diálogo com o urbano, essa gente, simples, ficou com a mente aberta, sem preconceitos”, pensa o professor de música e pesquisador da cultura popular, Givanildo Amâncio, conhecido como Gil. Filho de seu Amâncio, coquista famoso da Bomba, e irmão do Maestro Forró, da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, Gil sentiu, um dia, vergonha de ser da Bomba.

“Hoje é privilégio. O menino batuca desde cedo no tambor de brinquedo porque a alma dele é brincante. Existe uma espécie de espírito folclórico pairando sempre sobre as comunidades de risco social. Como um instinto de preservação e sobrevivência. Falta o Estado fazer a parte dele, de dar condições desse saber ser retransmitido às crianças”, diz Gil.
A Bomba tem ainda o Boi de Nelson ou Boi Teimoso, a Gigantes do Samba, a troça Abanadores do Arruda e o Maracatu Nação Estrela Brilhante. Agora diga: em que canto do mundo cabe tanta coisa junta?

postado por: Curinga
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UNE em ação: as diretrizes e as lutas estudantis em 2008

O ano de 2008 ficará marcado para os estudantes. Na última quinta e sexta-feira (24 e 25), a UNE realizou sua 2ª reunião de diretoria plena, com a participação de dirigentes de todos os estados brasileiros. O encontro também teve o apoio de diversas entidades ligadas ao movimento estudantil.


Importantes bandeiras e discussões foram abordadas para o ano que se inicia como a caravana da saúde, os projetos culturais, a calourada nacional e o lançamento da jornada de lutas. O lançamento da Jornada de Lutas 2008 foi feito no auditório da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e contou com o incentivo de entidades representativas dos movimentos sociais como CONTEE, CUT, CMS, Marcha Mundial de Mulheres, Andes, Fasubra Sindical, CNTE, CTB, UBM, Conam, Unegro e Ubes. A união de todos na busca por mais verbas na educação foi o ponto chave desta mesa de debates.

Já a caravana da saúde, com lançamento previsto para 8 de março, terá como tema questões que envolvem o jovem e a saúde pública — como drogas, aborto, políticas públicas para mulheres, álcool, papel e financiamento do SUS. Um questionário chamado "Plebiscito da Saúde" também será realizado, dando voz aos estudantes. A caravana terá início no dia 7 de abril, partindo de Porto Alegre, e se encerrará no dia 2 de outubro, em Brasília.

Projetos culturais

A cultura, como sempre, tem papel importante nas diretrizes estudantis. A realização de um grande Censo Universitário — que vai mapear as produções já realizadas — e a produção de um concurso de documentários de estudantes (DOC Estudantil) estão nos planos da entidade.

A divulgação de duas datas importantes também aconteceu neste grupo: o seminário dos cucas, que acontece entre os dias 19 e 21 de abril, e o lançamento da 6ª Bienal, que também acontece no dia 21/04 e terá como tema em 2009 "A Formação do Povo Brasileiro".

Outros dois Gts que tiveram suas resoluções aprovadas foram os de comunicação e o de extensão. A busca por uma interatividade cada vez maior foi uma das resoluções do GT de comunicação, que defendeu o debate periódico de pautas para o Estudantenet e a revista Movimento. O GT de extensão visou organizar os encontros regionais de assistência e extensão que estão previstos no calendário da UNE deste ano.

Calourada

Na sexta–feira 25, aconteceu também a apresentação da 1ª Conferência Nacional da Juventude, pela Secretaria Nacional de Juventude, e a prestação de contas da UNE, que já está à disposição na sede da entidade em São Paulo

O 1º evento de mobilização nacional promovido pela UNE será a calourada, que acontecerá em fevereiro e março, em diversas universidades brasileiras. Com o tema "Mudar a política para mudar o Brasil", o evento será organizado pelas entidades estaduais que receberão o material de divulgação (incluindo cartaz e manual do calouro) para ser distribuído nas universidades.

O objetivo da calourada é promover o debate nos mais diversos cursos e faculdades e realizar as Conferências Livres da Juventude, aprovando propostas que serão encaminhadas à Conferência Nacional para debate.

Confira abaixo o calendário oficial da UNE

JANEIRO

24 e 25 – 2ª Reunião da Diretoria Plena

26 – Dia da Ação Global do Fórum Social Mundial

26 – Encerramento do projeto Rondon – expedição Grão-Pará

FEVEREIRO

1 a 5 – Carnaval: blocos da UNE no RJ e em PE, comemorando um ano da retomada do terreno

Calourada da UNE nas universidades

8 a 22 – Expedição Verão do Rondon

16/2 a 1/03 – Expedição RS do Rondon

MARÇO

8 – Dia de lutas pela emancipação feminina: Lançamento da Caravana da Saúde

Calourada da UNE nas universidades

24 a 28 – Jornada pela Educação

29 – Encontro Estadual dos Estudantes do Pró-Uni no RJ (Nova Iguaçu)

26 a 30 – Fórum Mundial de Educação (Nova Iguaçu / RJ)

2ª quinzena: Encontro Regional de Assistência e Extensão / Centro-Oeste (Goiânia-GO)

ABRIL

7 – Início da Caravana da Saúde (Porto Alegre-RS)

Encontros de Universidades Públicas e Pagas da UNE Encontro Regional de Assistência e Extensão / Sudeste

1ª Conferência Nacional de Juventude

19 a 21 - Seminário do CUCA

21 – Lançamento da 6ª Bienal da UNE

2ª quinzena: Ato político em apoio à reconstrução da sede da UNE na Praia do Flamengo (local: terreno).

Encontro GLBTT da UNE (Rio de Janeiro/RJ)

Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE (Salvador/BA)

MAIO

Caravana da Saúde

2ª quinzena: Encontro Regional de Assistência e Extensão / Sul (Curitiba-PR)

Ato lembrando os 40 anos de maio de 68

JUNHO

Caravana da Saúde

Coneg da UNE Seminário Nacional de Movimentos Sociais da UNE

(Lançamento da plataforma eleitoral da UNE a partir do Coneg)

JULHO

7 e 8 – 60ª Reunião anual da SBPC (Campinas-SP)

Etapa Regional da Conferência Mundial de Educação (Colômbia)

AGOSTO

Caravana da Saúde

Jornada de Lutas

Encontro Regional de Assistência e Extensão / Norte (Belém / PA)

SETEMBRO

Caravana da Saúde

OUTUBRO

2 – Encerramento da Caravana da Saúde (Brasília-DF)

2ª quinzena: Encontro Regional de Assistência e Extensão / Nordeste (Fortaleza / CE)

NOVEMBRO

Coneb

Encontro Nacional de Assistência e Extensão da UNE

Seminário de Esportes da UNE

DEZEMBRO

Em aberto

1º semestre de 2009

Bienal da UNE

Fórum Social Mundial (Belém / PA)

Seminário de Meio Ambiente da UNE

Encontro das universidades estaduais da UNE

Encontro de Mulheres da UNE (Salvador/BA)

Coneg

Inauguração da sede Flamengo, 132

51º Congresso da UNE

postado por: Curinga