quinta-feira, 24 de abril de 2008

Nova Direção do Sindicato dos Bancários tomaram posse na quinta (24) de abril


Um Pouco de História

O Sindicato dos Bancarios de Rio Claro, foi fundado em 1959, o que lhe confere 49 anos de história, marcados pelas lutas por melhores condições de trabalho e por justiça social. As cidades de ANALÂNDIA, ARARAS, CONCHAL, CORUMBATAÍ, CORDEIRÓPOLIS, IPEÚNA, ITIRAPINA, LEME, RIO CLARO, SANTA CRUZ DA CONCEIÇÃO e SANTA GERTRUDES, formam a sua base territorial e reúne cerca de 1100 bancários de bancos privados e públicos, dos quais 60% são sindicalizados.
Quanto maior o número de bancários sindicalizados, maior a força do sindicato para lutar por melhores salários e condições de trabalho, maior também seu poder de intervenção na sociedade pela igualdade social, emprego, saúde, educação e lazer para todos.
Além disso, o Sindicato disponibiliza para os bancários uma infra-estrutura completa. A área de lazer com piscina, quadra poliesportiva, campo de futebol, sauna, salões de festa, quiosques, bar social e salão de jogos tornou-se um importante ponto de encontro das familias bancárias. A colônia de férias em Caraguatatuba é outra opção de descanso e lazer para os bancários em férias.
Através do plantão jurídico, tanto na sede em Rio Claro como na subsede em Araras, os bancários podem tirar dúvidas sobre seus direitos. Os convênios educacionais como as Faculdades da Região, com até 35% de desconto nas mensalidades dos associados e dependentes, mudou a vida de muitos bancários que puderam ingressar num curso superior ou ainda retomar os estudos.

Convênio odontológicos, com farmácias e comércio em geral, garantem descontos nos tratamentos, nas aquisições de medicamentos, de produtos esportivos, de vestuário, de higiene, entre outros.

As atividades do sindicato extrapolam o atedimento ao bancário. O sindicato atua em diversos órgãos municipais, interferindo nas decisões que podem melhorar a vida dos trabalhadores e da sociedade.

Também participa de projetos nacionais e internacionais, como a camo a Campanha pela Redução da Jornada de Trabalho, sem redução de salários; a Campanha de valorização do salário mínimo e redução na tabela de imposto de renda das pessoas físicas; e da Campanha pelo trabalho descente no mundo, encabeçada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). A participação de todos nas atividades diárias lideradas pelo Sindicato em Rio Claro e Região fortalecem sua atuação em defesa dos direitos dos trabalhadores e dos cidadãos.


A Atividade de Posse

Com presença do Deputado Estadual e Presidente da Federação Nacional dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul Davi Zaia (PPS), Ricardo Patah (Presidente da União Geral dos Trabalhadores - UGT, Wanolles Ribeiro (Presidente Municipal do PT), Francisco Quintino (Presidente Municipal do PPS), a atividade ocorreu no Rio Claro Plaza Hotel, iniciando às 9:30 com a abertura da mesa e por fim com a cerimonia de posse feita pelo Deputado Davi Zaia.

A Diretoria Executiva ficou composta por

1- Reginaldo Lourenço Breda - Presidente - Unibanco Rio Claro

2- Antonio Luiz Hilsodorf - Vice Presidente - Bradesco - Rio Claro

3- Luis Fernando Pauleli - Secretário Geral - HSBC - Rio Claro

4- Antonio Pulz Neto - Primeiro Secretário - ABN Real - Araras

5- José Roberto Baschiera - Segundo Secretário - Santander/Banes - Rio Claro

6- Maria Inez Rolin dos Santos - Primeiro Tesoureiro - Bradesco Rio Claro

7- Luciano Fossaluza - Segundo Tesoureiro - Unibanco Rio Claro


Conselho Fiscal

1- Maria Ângela Z. Sella - Bradesco - Rio Claro

2- Valdir Aparecido Pires - Santander/Banesp - Rio Claro

3- Maria do Carmo Peggau - Banco Nossa Caixa - Rio Claro



quinta-feira, 17 de abril de 2008

Toni C.: Por que o caso Isabella comove?

Não tomei conhecimento desde o princípio do caso de Isabella, cinco anos, encontrada morta no jardim de um prédio na zona norte de São Paulo no último dia 29. Mas aos poucos fui me inteirando, tomando conhecimento. Virou uma discussão nacional, onde é impossível não se envolver emocionalmente. Onipresente nos meios de comunicação há mais de duas semanas. Não há como tomar conhecimento e não se perguntar: Por quê? Quem?... Fui substituindo as perguntas, e entre as novas passou a surgir... “Por que o caso Isabella comove tanto o país?
Por Toni C.
Isabella: emoção, coisas e gente
Comecei a notar que, por mais que se provoque na sociedade os sentimentos mais individualistas, o ser humano tem guardado dentro de si sentimentos de solidariedade e companheirismo. Quem não se colocou no lugar da menina? Quem não se colocou nos lugar dos pais, dos irmãos, da mãe?
Quem não se sentiu pelo menos por uma fração de segundo como se Isabella Oliveira Nardoni fosse a sua própria filha? Como se perdesse um ente querido...
Talvez tenha sido isso que Cristo ensinou quando disse “amai o próximo como a ti mesmo”. Ou o que Che expressou na celebre frase: “Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros”.
Isabella, com cinco anos de idade, unificou uma nação de 180 milhões de pessoas num único sentimento. A comoção nacional é justa, legítima e reveladora.
Outra pergunta que fiz foi: Será que o mesmo aconteceria caso Alexandre Nardoni fosse um pedreiro desempregado, morasse numa favela e não no 6º andar do Edifício London? E se a queda da menina fosse numa valeta do esgoto a céu aberto que passasse em frente do barraco da família?
Cento e onze mortos no massacre do Carandirú a mando do governo paulista, não causaram tamanha comoção. E o país que tem cidades como o Rio de Janeiro, onde morrem mais jovens vítimas de armas de fogo do que em guerras como a de Israel e Palestina (pesquisa do Iser 2001).
A comoção é louvável. Mas por que não houve a mesma reação diante da Chacina da Candelária, quando policiais atiraram em mais de 70 menores? Por que crianças mortas de inanição comovem menos que adolescentes morrendo de anorexia? Por que quem rouba um pote de margarina vai preso e quem toca fogo em índio e mendigo fica impune?
Uma das testemunhas, um advogado morador do prédio em frente, apareceu na televisão dizendo: “A menina não representava perigo a ninguém”. Então é por isso? Quando morre um pretinho desafortunado ninguém se comove porque ele pode representar perigo quando crescer? E o mal se corta pela raiz?!
Tudo demonstra que, por trás da nobre comoção, está embutido um mesquinho sentimento de classe.
Os casos do menino João Hélio, arrastado preso ao cinto do carro, ou da estudante Liana Friedenbach, morta pelo namorado, foram usados como estandarte para reivindicar a redução da maioridade penal, ou pedir a pena de morte. No caso Isabella, as classes menos favorecidas não saem às ruas para pedir o fim da cela especial para quem tem curso superior, ou a extinção do foro privilegiado. Afinal a lei não deve ser aplicada da mesma maneira a todas as pessoas?
Vivemos num país onde o pobre foi ensinado a se classificar como classe média baixa. Parece que essa classe média se diferencia da outra por não ter o hábito de tirar proveito da desgraça alheia.
A imprensa, que mede sua audiência com pesquisas, não cansa de bombardear o caso, mesmo sem nenhuma nova informação. Se precipitou em acusar o pai e repete versões que já se sabe serem inverdades.
A polícia informa que até sexta-feira deve sair o laudo conclusivo. O telejornal da maior emissora deTV do Brasil, ne quarta pela manhã, deixou escapar que torce para que o caso se estenda ao máximo – assim como sua liderança de audiência, hoje ameaçada. Apela para o argumento macabro de que sexta feira Isabella completaria seis anos. “Não seria de bom tom no dia de seu aniversário divulgar o laudo final (sic)", comenta a apresentador. Impedida de exprimir emoções, ela diz uma única frase, “Que caso triste!”, e emenda com a próxima notícia, sobre uma festa de premiação do cinema. Entram imagens de gente sorrindo; entre os grandes campeões da noite está o filme Tropa de Elite, é claro.
Discordo em gênero, número e grau de quem simploriamente classifica esse filme de fascista. Fascista é a sociedade em que vivemos. O filme é só um retrato dela. O ator Wagner Moura, que interpreta o personagem Capitão Nascimento no filme, dá uma breve declaração, dizendo-se satisfeito por ser reconhecido não só pelo povo mas também por profissionais da área.
Será que com tanto artista, imprensa, enfim, com toda elite, ninguém cotucou o Wagner e cochichou em seu ouvido: “Wagner, entra numa cabine telefônica, vira o Capitão Nascimento, pega sua Tropa e sobe pelo elevador. Atira no primeiro que aparecer, pega uma segunda pessoa pelos cabelos e coloca a cara dele no buraco do tiro. Depois bate na cara dele gritando. ‘Confessa, quem matou Isabella, você viu, confessa!’ Até o cara contar”?
Quantos filhos não perguntarão nos próximos dias: “Papai, você tem coragem de me jogar do prédio?” Quantos não se perguntaram o que aquela criança fez para merecer isso? Quantas mães com filhos de outro casamento não proibirão que seus filhos passem um fim de semana com seu ex-marido? Será que alguém mais lucrou com isso além da imprensa e das empresas que vendem grades para janela?
Não sei. Só sei que eu também não sou as coisas. Eu me revolto.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Para proteger Serra, 'IstoÉ' manipula foto de manifestação

A revista IstoÉ desta semana mostra - para poucos - que a campanha eleitoral já começou e de que lado está. Para proteger o PSDB e o governador de São Paulo, José Serra, a publicação, contrariando todas as regras do jornalismo, apagou a inscrição ''Fora Serra'' de uma foto feita durante um protesto do MST e do MAB contra a privatização da Cesp.

Por Marcelo Netto Rodrigues e Renato Godoy de Toledo, no Brasil de Fato

Mais que isso, o resultado visual inverte o significado da imagem que traz uma placa de trânsito ''Pare'', como se quem devessem parar fossem os movimentos, e não as privatizações.

A adulteração de uma foto - passível de processo pelo detentor de seus direitos autorais, no caso a Folha de S.Paulo - é plenamente possível hoje em dia com o uso de um programa para tratamento de imagens, como o Photoshop por exemplo, mas é prática condenada no meio jornalístico. O fato escancara o poder de influência camuflada que os meios de comunicação de massa tem para atuar como o que vem sendo chamado de ''Partido da Mídia'' (PM).

A foto adulterada, de autoria do fotógrafo Cristiano Machado, ilustra a matéria '' O MST contra o desenvolvimento'' e mostra integrantes de movimentos sociais bloqueando a rodovia Arlindo Bétio, que liga São Paulo a Mato Grosso do Sul e Paraná, em protesto contra a privatização da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), no dia 24 de março.

A legenda diz ''A exemplo do que ocorreu em São Paulo, em protesto contra a privatização da Cesp, os sem-terra prometem parar estradas em todo o país nos próximos dias''.

A reportagem assinada por Octávio Costa e Sérgio Pardellas criminaliza os movimentos sociais sustentando que ''os sem-terra ameaçam empresas e investimentos que geram empregos e qualidade de vida'', sem mencionar que a Aracruz Celulose, a Monsanto, a Cargill, a Bunge e a Vale - citadas pela matéria como exemplos de empresas prejudicadas - respondem a acusações de destruição do meio ambiente, desrespeito aos direitos de povos tradicionais, como quilombolas e indígenas, e exploração de trabalhadores.

A matéria tenta desautorizar o MST como um ator político que vá além da luta pela reforma agrária. Diz que ''desde 2006, o MST lidera ataques à globalização, ao neoliberalismo e às privatizações - algo que nada tem a ver com a sua luta original''.

Nada é por acaso

A editora Três, que publica a revista IstoÉ, é controlada pelo acionista majoritário do banco Opportunity, Daniel Dantas. O banqueiro tem ligações com fundos de pensões, além de uma participação ativa no processo de privatizações de estatais sobretudo durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Em 2007, Dantas superou a concorrência da Rede Record e comprou 51% das ações da editora Três, que estava à beira da falência.

O banqueiro tem uma trajetória de proximidade com outros partidos de direita como o DEM, sobretudo com o falecido político baiano Antonio Carlos Magalhães. Também foi sócio do publicitário tucano Nizan Guanaes. Por diversas vezes, foi alvo de investigações e respondeu a crimes como espionagem e formação de quadrilha. Quando estava à frente da Brasil Telecom, foi acusado de contratar a empresa Kroll para espionar a Telecom Itália.

Fonte: http://www.vermelho.org.br/
Postado por Curinga