quarta-feira, 26 de março de 2008

1ª vitória da Jornada de Lutas: Serra cancela leilão da Cesp e estudantes mantém ato em defesa da educação e contra privatizações

A Jornada no estado também inclui a luta por mais verbas para a educação e gestão democrática nas universidades e escolas


Depois da pressão exercida por entidades do movimento social e estudantil, o governador José Serra anunciou esta terça-feira, o fracasso do leilão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). A decisão foi considerada uma vitória para o movimento estudantil paulista que pautou a privatização da estatal para a manifestação desta quarta-feira (26) na capital paulista.
"Vamos realizar um ato em comemoração a essa vitória, mas nos manteremos atentos a qualquer tentativa de privatização de empresas brasileiras", anunciou o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), Arthur Herculano.

Esta quarta-feira, cerca de 5 mil estudantes sairão às ruas da capital em passeata para reivindicar mais verbas para a educação e uma gestão mais democrática nas universidades e escolas.
A manifestação tem concentração marcada para as 8h, na praça da Sé, e terminará com um ato em frente a BOVESPA. Segundo o presidente da UPES, entidade que organiza a Jornada de Lutas juntamente com a UNE e a UBES, "a maior capital do País, também tem a educação com um de seus piores índices e é pela melhoria nestas condições que os estudantes paulistas pretendem lutar".
Essa é a etapa paulista da Jornada de Lutas da União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) que promovem até dia 28 de março, uma série de manifestações que acontecem em todas as capitais do Brasil.

Sobre a JornadaA Jornada já é uma tradição das entidades que a cada ano, sempre no mês de março, elege um tema relacionado à educação, que esteja na ordem do dia. Este ano a Jornada de Lutas elegeu as seguintes bandeiras: fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU); gestão democrática nas escolas; aumento nas verbas, com 10% do PIB para a educação; limitação do capital estrangeiro nas universidades brasileiras; mais qualidade e acesso ao ensino superior.
Além das bandeiras que nortearão as manifestações pelo Brasil, a Jornada também relembra os 40 anos da morte do estudante secundarista Edson Luis, assassinado no restaurante Calabouço, em 1968, pela ditadura militar.

Fonte: Redação UNE - http://www.une.org.br/

Postado por CURINGA

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