domingo, 16 de março de 2008
quinta-feira, 13 de março de 2008
Semana Municipal do Hip Hop, uma conquista da NAÇÃO HIP HOP BRASIL

Após 3 vezes reprovada pela comissão de políticas públicas, Nação Hip Hop Brasil de Rio Claro faz pressão popular e defini-se então a aprovação da Semana Municipal de Hip Hop na cidade de Rio Claro, interior de São Paulo.
Com o apoio de Agnelo Matos (PT) e formulação do projeto feito por Luiz Curinga, o projeto de Lei foi aprovado na Comissão de Políticas Públicas, composta por 3 vereadores, sendo 2 da base do governo DEM e um (Agnelo) da oposição; após 4 vezes apresentado sendo reprovado por 3 vezes. Isso fez com que a Nação Hip Hop Brasil se mobilizasse e pressionassem a bancada governista forçando então o encaminhamento para que todos os vereadores decidissem pelo sim ou pelo não.
Encaminhado o projeto, sendo aprovado em primeira discussão, bastava agora mais uma sessão da Câmara para que fosse aprovado definitivamente. Marcada para o ultimo dia 11 terça-feira, a Nação Hip Hop Brasil, continuou pressionando e manifestando a importância da aprovação de tal projeto, onde tinha como base maior, o debate, formação e inclusão do povo pobre de periferia.
A grande explicação e exposição do projeto fez com que todos os vereadores se sensibilizassem com o projeto e o aprovassem por unanimidade, levando a alegria a todo movimento hip hop que está comemorando até agora.
O projeto Semana Municipal de Hip Hop, tem por base trabalhar com as áreas da saúde, através de debates sobre sexualidade, educação, com a exposição de uma palestra sobre o Cursinho de Periferia (recém inaugurado no Chanceler), segurança, debatendo um formato novo de política pública de segurança, enfim, englobando quase todas as áreas que trabalham com política pública.
Para coordenar esse e outros projeto, a Nação Hip Hop Brasil está montando um Conselho Municipal de Hip Hop, que tem por carta de princípios a UNIDADE de entidades ligadas ao hip hop ou que sensibilizam pela causa, “isso ajudará a interlocução entre Crews, Grupos, Bandas, Entidades, Posses, Associações etc" ressalta Curinga.
A Nação Hip Hop Brasil de Rio Claro é presidida por Kadu e coordenada regionalmente por Luiz Curinga, que também compõe o conselho fiscal da ONG – Olho no Olho Cidadania em foco.
Com o apoio de Agnelo Matos (PT) e formulação do projeto feito por Luiz Curinga, o projeto de Lei foi aprovado na Comissão de Políticas Públicas, composta por 3 vereadores, sendo 2 da base do governo DEM e um (Agnelo) da oposição; após 4 vezes apresentado sendo reprovado por 3 vezes. Isso fez com que a Nação Hip Hop Brasil se mobilizasse e pressionassem a bancada governista forçando então o encaminhamento para que todos os vereadores decidissem pelo sim ou pelo não.
Encaminhado o projeto, sendo aprovado em primeira discussão, bastava agora mais uma sessão da Câmara para que fosse aprovado definitivamente. Marcada para o ultimo dia 11 terça-feira, a Nação Hip Hop Brasil, continuou pressionando e manifestando a importância da aprovação de tal projeto, onde tinha como base maior, o debate, formação e inclusão do povo pobre de periferia.
A grande explicação e exposição do projeto fez com que todos os vereadores se sensibilizassem com o projeto e o aprovassem por unanimidade, levando a alegria a todo movimento hip hop que está comemorando até agora.
O projeto Semana Municipal de Hip Hop, tem por base trabalhar com as áreas da saúde, através de debates sobre sexualidade, educação, com a exposição de uma palestra sobre o Cursinho de Periferia (recém inaugurado no Chanceler), segurança, debatendo um formato novo de política pública de segurança, enfim, englobando quase todas as áreas que trabalham com política pública.
Para coordenar esse e outros projeto, a Nação Hip Hop Brasil está montando um Conselho Municipal de Hip Hop, que tem por carta de princípios a UNIDADE de entidades ligadas ao hip hop ou que sensibilizam pela causa, “isso ajudará a interlocução entre Crews, Grupos, Bandas, Entidades, Posses, Associações etc" ressalta Curinga.
A Nação Hip Hop Brasil de Rio Claro é presidida por Kadu e coordenada regionalmente por Luiz Curinga, que também compõe o conselho fiscal da ONG – Olho no Olho Cidadania em foco.
Por Curinga
terça-feira, 11 de março de 2008
O Sol nasceu, a periferia dentro da universidade.
Nação Hip Hop Brasil de Rio Claro e universitários da UNESP criam o Cursinho pré Vestiular de Periferia.Em meados do mês de Maio de 2007, universitários da UNESP e USP pararam o estado de São Paulo, lutando contra os decretos do Governador José Serra (PSDB), onde feriam completamente a autonomia das Universidades Públicas. Após vários dias acampados sem terem aulas, os universitários foram vitoriosos e caiu por terra os decretos da direita golpista.
Em Rio Claro, os estudantes da Unesp contribuíram para essa manifestação, tendo como apoio a presença de militantes da Nação Hip Hop Brasil, que ocuparam e dividiram os mesmos espaços dos universitários, fazendo com que a unidade prevalecesse e deste movimento de ocupação nascesse a discussão do Cursinho de Periferia.

Fim de ocupação, mas não fim ao projeto, onde estudantes e membros do Hip Hop continuaram com reuniões periódicas e cansativas, mas com um bem comum: Levar à periferia uma proposta; a de mostrar um mundo novo e a possibilidade de se verem dentro da universidade, não como projeto de estudo, mas sim como alunos. A cada reunião, cada debate e cada idéia colocada no papel, era possível ver que o projeto teria sim, vida e seria bem sucedido, mesmo com pouca ou nenhuma estrutura. O tempo passava e apareciam novos parceiros e alunos dispostos a entrarem junto nesse projeto.
A discussão muda de parâmetro, não se discute mais diferenças ideológicas dentro do grupo, agora a discussão é sobre grade de ensino, quem vai dar qual matéria, qual a disponibilidade de tempo para tais e o mais importante, onde será esse cursinho.
Após muito debate, fica-se decidido que o Cervezão é o local para essa experiência revolucionária acontecer, mas encontramos com diretores de escolas e as portas fechadas, indispostos a abraçar a causa, talvez por pré-conceito ou simples zelo dispensado, mas também dentro do bairro que é o maior de Rio Claro, encontramos gente disposta a ajudar e correr atrás de espaço, mas o tempo já corria e não poderíamos esperar, abrimos o leque de possíveis lugares e lembramos da famosa escola “Chancelar Raul Fernandes” já considerada a tempos como a segunda maior escola da América Latina.
Fomos até a escola, entramos em contato com a diretora que abraçou a causa e dela fez sua bandeira também. Estava assim montado todo o quebra-cabeça, agora o que teríamos que cuidar era de nossa ansiedade até o presente momento.

Dia 3 de março de 2008, chegada a hora, toca-se o sinal, Tardelli com a camiseta “Chaves es um guerreiro”, que poderia ser adotada como, “Universitários e Hip Hop são guerreiros”, as mãos suando, não daria para voltar e desistir, afinal de contas, nem queríamos isso, o que queríamos era ver a sala cheia de gente dispostos a aprender e com visão de um mundo novo, um mundo livre.
Chegam os primeiros alunos, daí então, entram vários, e mais até tomarem todas as 40 cadeiras. Uma alegria indescritível, emoção toma conta de todos envolvidos no projeto, faz-se passar um filme em nossas cabeças, lembrar do tempo de ocupação, de frio dentro da universidade, de discussão com toda a galera e agora com 40 alunos dispostos a aprender e nunca terem ciência de que se pode sim estudar sem ter dinheiro, e ainda por cima receber bolsa. Tudo isso é explicado nas aulas do cursinho de Periferia e também um modo revolucionário de ensino.
Hoje, 11 de março o que temos a relatar é que, não houve esvaziamento, pelo contrário, novos alunos querem participar e buscam por mais formação e informação.
Hoje a Nação Hip Hop Brasil de Rio Claro, vê dentro da escola Chanceler Raul Fernandes uma nova esperança para jovens de periferia e tem um único objetivo: AMPLIAR esse projeto pela cidade, região, estado e Brasil.
Por Curinga
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Refugio do Saci

O refúgio do Saci São Luiz do Paraitinga (SP) é um santuário apropriado para amantes de aventura ou, simplesmente, da preguiçaPor Adriana Cristina
Diz o quadro perto da cozinha: “Este lugar representa o sonho de uma bióloga e um fotógrafo, de criar um espaço que reunisse aventureiros viajantes para contar suas histórias”. Assim é o Refúgio das Sete Cachoeiras, distrito de Catuçaba, em São Luiz do Paraitinga (a 171 quilômetros da capital paulista): um resumo do mundo, visto nos objetos trazidos de viagens a diversos países, num cantinho que sintetiza a graça da Mata Atlântica. Com 67 alqueires, o local é rodeado por um cânion do Rio Sertãozinho, afluente do Paraíba do Sul. O cânion forma as quedas d’água dentro da propriedade, dá nome ao refúgio e à Trilha das Sete Cachoeiras (Andorinha, Arco-Íris, Bromélias, Macacos, Pedra Grande, Luminosa e Encantada), com saltos de 10 a 40 metros de altura.
O hoje fotógrafo José Carlos Correia e a bióloga Nilza Tenório compraram há cinco anos a propriedade – antiga fazenda de café, com construções em pedras que remontam à época da escravidão. Ao atravessar a porteira que separa a pousada da estrada de terra, descobre-se, após uma rápida chuva ao entardecer, por que a Cachoeira do Arco-Íris tem esse nome: lá estão as curvas coloridas se banhando, presenteando a memória com um sabor de infância. Até a recepção, o corpo já esqueceu o cansaço da viagem e ganhou outro ritmo igualmente saboroso – ainda indeciso se o da aventura ou o da preguiça, que ali também se permitem.
No refeitório, três mesas arrumadas com capricho provocam para a refeição integral e orgânica, feita em fogão a lenha. Carnes, só peixe e frango. Cada ida ao fogão para encher o prato (pela segunda ou terceira vez; uma só é impossível) é intercalada aos “causos” de Zé Carlos, já parecendo um amigo antigo. Depois da refeição, vai bem um cochilo numa rede ou ir ao “paiol”, no meio do mato, de onde se vê ao longe, através da parede de vidro, a Cachoeira do Arco-Íris. Se o apetite ainda não estiver aceso, será fácil despertá-lo. Basta uma hidromassagem na banheira natural formada por pedras e queda d’água, ou quem sabe uma trilha regada a banhos de cachoeira.
Não espante o molequeHospedar-se por uns dias dá mais tempo para os passeios ou para a preguiça. Mas o local também é aberto a passeios de um dia. A Trilha das Sete Cachoeiras tem nível médio e não exige muito preparo físico. Hoje, Zé Carlos fechou essa cachoeira para visitantes. Num dos trechos da caminhada, o guia mirim mostra onde mora um Saci. Zé Carlos, aliás, é um dos fundadores da Sociedade de Observadores de Saci.
Perto do fim da trilha está a Casa de Dona Dolores, outra forma encontrada pelos donos de celebrar a cultura local. “Nosso propósito é desenvolver o turismo sustentável e cultural, ajudando a comunidade e ensinando aos jovens tradições das antigas gerações”, explica Zé. Daí em diante, o esforço aumenta e os menos preparados podem pensar em desistir; mas com tempo bom valerá a pena prosseguir. Recompensa: uma vista espetacular da Serra da Mantiqueira, Marins e Itatiaia – e por que não ficar e ver o pôr-do-sol?
Quem quiser trecho mais curto, terá de pagar com mais esforço. Na Trilha do Vale Encantado pulam-se paus, pedras, rochas e tomam-se tombos. Mas no fim também tem prêmios: as águas de um poço, uma vista de 360 graus de cair o queixo dos vales do Pinga e do Chapéu e, na volta, riachos de águas cristalinas e muito verde.
Em algumas datas, tem também a Trilha do Saci, sempre à noite. Nesta, é proibido levar garrafas e câmeras “para não assustar” o moleque. Outra opção são as cavalgadas, sob o comando de cavaleiros ligados à Cavalhada, manifestação religiosa que representa a luta entre mouros e cristãos. À noitinha, depois desse dia “difícil” e da sopinha do jantar, pode-se relaxar sob um céu crispado de estrelas, ouvir mais histórias ou aconchegar-se para o sono dos justos.
Vá alémAs festas populares têm sabor especial em São Luiz do Paraitinga. O Carnaval preserva o tradicional ritmo das marchinhas. Na primeira sexta-feira de maio (dia 2, neste ano), o Encontro das Bandeiras abre a Festa do Divino, que é encerrada no dia 11 (segundo domingo do mês). De maio a junho há o Festival de Música Junina e a Festa de São Pedro. Em julho tem a temporada de inverno, “um friozinho esquentadô”, com festival de música sertaneja de raiz e a Romaria de Cavaleiros. Todo agosto tem a festa do padroeiro São Luís de Tolosa. Em setembro, a Bik Biker. E em outubro, dia 31, em vez de Halloween, tem o Dia do Saci e a festa do moleque mais travesso da floresta.Quem leva: Pisa Trekking, (11) 5052-4085, www.pisatur.br. Mundo Aventura, (11) 3129-3190, www.mundoaventura.com.br. Biotrip, (11) 3826-6895, www.biotrip.com.br. A cidade: www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br
Refúgio das Sete CachoeirasTrilha das Sete Cachoeiras. Rodovia Oswaldo Cruz, km 46, entre as rodovias Dutra (Taubaté) e Rio–Santos (Ubatuba); Distrito de Catuçaba, Estrada do Pinga, km 2, São Luiz do Paraitinga, SP, tels.: (12) 3671-6201 ou (11) 9609-0509. www.trilhadas7cachoeiras.com.br
Diz o quadro perto da cozinha: “Este lugar representa o sonho de uma bióloga e um fotógrafo, de criar um espaço que reunisse aventureiros viajantes para contar suas histórias”. Assim é o Refúgio das Sete Cachoeiras, distrito de Catuçaba, em São Luiz do Paraitinga (a 171 quilômetros da capital paulista): um resumo do mundo, visto nos objetos trazidos de viagens a diversos países, num cantinho que sintetiza a graça da Mata Atlântica. Com 67 alqueires, o local é rodeado por um cânion do Rio Sertãozinho, afluente do Paraíba do Sul. O cânion forma as quedas d’água dentro da propriedade, dá nome ao refúgio e à Trilha das Sete Cachoeiras (Andorinha, Arco-Íris, Bromélias, Macacos, Pedra Grande, Luminosa e Encantada), com saltos de 10 a 40 metros de altura.
O hoje fotógrafo José Carlos Correia e a bióloga Nilza Tenório compraram há cinco anos a propriedade – antiga fazenda de café, com construções em pedras que remontam à época da escravidão. Ao atravessar a porteira que separa a pousada da estrada de terra, descobre-se, após uma rápida chuva ao entardecer, por que a Cachoeira do Arco-Íris tem esse nome: lá estão as curvas coloridas se banhando, presenteando a memória com um sabor de infância. Até a recepção, o corpo já esqueceu o cansaço da viagem e ganhou outro ritmo igualmente saboroso – ainda indeciso se o da aventura ou o da preguiça, que ali também se permitem.
No refeitório, três mesas arrumadas com capricho provocam para a refeição integral e orgânica, feita em fogão a lenha. Carnes, só peixe e frango. Cada ida ao fogão para encher o prato (pela segunda ou terceira vez; uma só é impossível) é intercalada aos “causos” de Zé Carlos, já parecendo um amigo antigo. Depois da refeição, vai bem um cochilo numa rede ou ir ao “paiol”, no meio do mato, de onde se vê ao longe, através da parede de vidro, a Cachoeira do Arco-Íris. Se o apetite ainda não estiver aceso, será fácil despertá-lo. Basta uma hidromassagem na banheira natural formada por pedras e queda d’água, ou quem sabe uma trilha regada a banhos de cachoeira.
Não espante o molequeHospedar-se por uns dias dá mais tempo para os passeios ou para a preguiça. Mas o local também é aberto a passeios de um dia. A Trilha das Sete Cachoeiras tem nível médio e não exige muito preparo físico. Hoje, Zé Carlos fechou essa cachoeira para visitantes. Num dos trechos da caminhada, o guia mirim mostra onde mora um Saci. Zé Carlos, aliás, é um dos fundadores da Sociedade de Observadores de Saci.
Perto do fim da trilha está a Casa de Dona Dolores, outra forma encontrada pelos donos de celebrar a cultura local. “Nosso propósito é desenvolver o turismo sustentável e cultural, ajudando a comunidade e ensinando aos jovens tradições das antigas gerações”, explica Zé. Daí em diante, o esforço aumenta e os menos preparados podem pensar em desistir; mas com tempo bom valerá a pena prosseguir. Recompensa: uma vista espetacular da Serra da Mantiqueira, Marins e Itatiaia – e por que não ficar e ver o pôr-do-sol?
Quem quiser trecho mais curto, terá de pagar com mais esforço. Na Trilha do Vale Encantado pulam-se paus, pedras, rochas e tomam-se tombos. Mas no fim também tem prêmios: as águas de um poço, uma vista de 360 graus de cair o queixo dos vales do Pinga e do Chapéu e, na volta, riachos de águas cristalinas e muito verde.
Em algumas datas, tem também a Trilha do Saci, sempre à noite. Nesta, é proibido levar garrafas e câmeras “para não assustar” o moleque. Outra opção são as cavalgadas, sob o comando de cavaleiros ligados à Cavalhada, manifestação religiosa que representa a luta entre mouros e cristãos. À noitinha, depois desse dia “difícil” e da sopinha do jantar, pode-se relaxar sob um céu crispado de estrelas, ouvir mais histórias ou aconchegar-se para o sono dos justos.
Vá alémAs festas populares têm sabor especial em São Luiz do Paraitinga. O Carnaval preserva o tradicional ritmo das marchinhas. Na primeira sexta-feira de maio (dia 2, neste ano), o Encontro das Bandeiras abre a Festa do Divino, que é encerrada no dia 11 (segundo domingo do mês). De maio a junho há o Festival de Música Junina e a Festa de São Pedro. Em julho tem a temporada de inverno, “um friozinho esquentadô”, com festival de música sertaneja de raiz e a Romaria de Cavaleiros. Todo agosto tem a festa do padroeiro São Luís de Tolosa. Em setembro, a Bik Biker. E em outubro, dia 31, em vez de Halloween, tem o Dia do Saci e a festa do moleque mais travesso da floresta.Quem leva: Pisa Trekking, (11) 5052-4085, www.pisatur.br. Mundo Aventura, (11) 3129-3190, www.mundoaventura.com.br. Biotrip, (11) 3826-6895, www.biotrip.com.br. A cidade: www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br
Refúgio das Sete CachoeirasTrilha das Sete Cachoeiras. Rodovia Oswaldo Cruz, km 46, entre as rodovias Dutra (Taubaté) e Rio–Santos (Ubatuba); Distrito de Catuçaba, Estrada do Pinga, km 2, São Luiz do Paraitinga, SP, tels.: (12) 3671-6201 ou (11) 9609-0509. www.trilhadas7cachoeiras.com.br
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Sem cargos, Fidel será ''um soldado das idéias''

O presidente de Cuba, Fidel Castro, anunciou nesta terça-feira que não aspirará nem pleiteiará o cargo de presidente do Conselho de Estado e comandante em chefe na sessão do Parlamento Cubano que se instalará no próximo domingo (24). ''Não me despeço de vocês. Desejo apenas combater como um soldado das idéias'', diz Fidel.
''Continuarei escrevendo sob o título das Reflexões do companheiro Fidel. Será uma arma a mais, no arsenal com que se poderá contar. Talvez minha voz seja escutada. Serei cuidadoso'', afirma ainda o líder da Revolução Cubana, na mensagem divulgada hoje. Veja o texto na íntegra, divulgado pela agência cubana Prensa Latina:
''Queridos compatriotas:
Prometi na sexta-feira passada, 15 de fevereiro, que na próxima Reflexão abordaria um tema do interesse de muitos compatriotas. Esta Reflexão adquire a forma de uma mensagem.
Chegou o momento de candidatar e eleger o Conselho de Estado (órgão executivo cubano), seu presidente, vice-presidente e secretário..
Desempenhei o honroso cargo de presidente ao longo de muitos anos. Em 15 de fevereiro de 1976 aprovou-se a Constituição Socialista, pelo voto livre, direto e secreto de mais de 95% dos cidadãos com direito a voto. A primeira Assembléia Nacional constituiu-se em 2 de dezembro daquele ano e elegeu o Conselho de Estado, com sua presidência. Antes, durante quase 18 anos, eu exercera o cargo de primeiro ministro. Sempre dispus das prerrogativas necessárias para levar adiante a obra revolucionária, com o apoio da imensa maioria do povo.
Conhecendo meu estado crítico de saúde, muitos no exterior pensavam que minha renúncia provisória do cargo de presidente do Conselho de Estado, deixado em mãos do vice-presidente Raúl Castro Ruz em 31 de julho de 2006, era definitiva. O próprio Raúl, que por méritos pessoais ocupa também o cargo de ministro das FAR (Forças Armadas Revolucionárias), e os demais companheiros da direção do partido e do Estado, relutaram em considerar-me afastado de meus cargos, apesar de meu estado precário de saúde.
Era incômoda a minha posição, frente a um adversário que fez tudo que se podia imaginar para se desfazer de mim, e em nada me agradava satisfazê-lo.
Mais adiante pude alcançar novamente o completo domínio de minha mente, a possibilidade de ler e meditar muito, obrigado pelo repouso. Acompanhavam-me forças físicas suficientes para escrever por longas horas, que eu dividia com a recuperação e os programas pertinentes.
Um elementar senso-comum indicava-me que esta atividade estava ao meu alcance. Por outro lado, sempre tive a preocupação, ao falar de minha saúde, de evitar ilusões que, no caso de um desfecho adverso, trariam notícias traumáticas para nosso povo em meio à batalha. Minha primeira preocupação, depois de tantos anos de luta, era prepará-lo para minha ausência, sociológica e politicamente. Nunca deixei de assinalar que era uma convalescência ''não isenta de riscos''.
Meu desejo sempre foi cumprir meu dever, até o último alento. É o que posso oferecer.
Comunico a meus queridos compatriotas, que me fizeram a imensa honra de eleger-me recentemente como membro do Parlamento – em cujo seio se deve adotar acordos importantes para o destino de nossa revolução – que não aspirarei e nem pleiteiarei o cargo de presidente do Conselho de Estado e comandante em chefe.
Em breves cartas dirigidas a Randy Alonso, diretor do programa Mesa Redonda da Televisão Nacional, divulgadas por solicitação minha, constavam discretamente elementos desta mensagem que escrevo hoje. Nem o destinatário das missivas conhecia o meu propósito. Eu confiava em Randy porque conheci-o bem quando era estudante universitário de Jornalismo, e eu me reunia quase todas as semanas com os principais representantes dos universitários, na biblioteca da vasta Casa de Kohly, que os abrigava. Hoje, todo o país é uma imensa universidade.
Parágrafos selecionados da carta enviada a Randy em 17 de dezembro de 2007:
''Minha mais profunda convicção é que as respostas para os problemas atuais da sociedade cubana – que possui uma escolaridade média de cerca de 12 anos, quase um milhão de graduados universitários e a possibilidade real de estudo para seus cidadãos, sem nenhuma discriminação – requerem mais variantes de respostas para cada problema concreto que as contidas em um tabuleiro de xadrez. Não se pode ignorar um só detalhe. Não se trata de um caminho fácil, se é que a inteligência do ser humano em uma sociedade revolucionária há de prevalecer sobre seus instintos.''
''Meu dever mais elementar é não me aferrar a cargos, nem muito menos obstruir o passo das pessoas mais jovens, mas trazer experiências e idéias, cujo modesto valor provém da época excepcional em que me coube viver.''
''Penso como Niemeyer (seu amigo, o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer), que é preciso ser conseqüente até o fim.''
E da carta de 8 de janeiro de 2008:
''...Sou decidido partidário do voto unido (um princípio que preserva o mérito ignorado). Foi ele que permitiu evitar as tendências a copiar o que vinha dos países do antigo campo socialista, entre elas o retrato de um candidato único, tão solitário como também solidário com Cuba. Respeito muito aquela primeira tentativa de construir o socialismo, graças à qual pudemos continuar pelo caminho escolhido.''
''Eu tinha muito presente que toda a glória do mundo cabe em um grão de milho'', declarava naquela carta.
Eu atraiçoaria portanto a minha consciência se ocupasse uma responsabilidade que precisa de energia e mobilidade totais, que não estou em condições físicas de oferecer. Explico-o sem drama.
Felizmente nosso processo ainda conta com quadros da velha guarda, junto com outros que eram muito jovens quando começou a primeira etapa da Revolução. Alguns deles se incorporaram quase meninos aos combatentes das montanhas e depois encheram o país de glória, , com seu heroísmo e suas missões internacionais. Contam com autoridade e experiência para garantir a substituição. Nosso processo dispõe igualmente da geração intermediária, que aprendeu junto conosco os elementos da complexa e quase inacessível arte de organizar e dirigir uma revolução.
O caminho sempre será difícil e precisará do esforço inteligente de todos. Desconfio dos atalhos aparentemente fáceis da apologética, ou de sua antítese, a autoflagelação. Devemos estar sempre preparado para as pior das variantes. Ser tão prudentes no êxito como firmes na adversidade. É um princípio que não se deve esquecer. O adversário a derrotar é sumamente forte, mas durante meio século nós o mantivemos a distância.
Não me despeço de vocês. Desejo apenas combater como um soldado das idéias. Continuarei escrevendo sob o título das Reflexões do companheiro Fidel. Será uma arma a mais, no arsenal com que se poderá contar. Talvez minha voz seja escutada. Serei cuidadoso.''
Leia também:
Lula destaca "competência, caráter e força de vontade" de Fidel
Chico Lopes reconhece e exalta anos de luta de Fidel Castro
Integra do comunicado de Fidel Castro
Fidel Castro anuncia que não quer nem aceitará reeleição

Nesta quarta-feira (13), foi assinado um manifesto de criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil e eixo central de um sistema público de comunicação. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, MST, CUT e Federaçaõ Nacional dos Jornalistas foram algumas das instituições presentes.
Vale a pena lembrar que para se gerir uma "frequência" de rádio ou televisão é necessário obter a concessão do Poder Executivo, órgão responsável por outorgar e/ou renovar este direito e uma TV sem vínculo com nenhuma empresa privada é o melhor meio para a obtenção de informações livres de manipulação.
TV Pública: uma necessidade democrática
As entidades abaixo-assinadas, diante da iminente votação da MP 398/07, que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil e espinha dorsal do sistema público de comunicação, afirmam:
1. Ratificamos nosso apoio à criação da EBC, na expectativa de um sistema público de comunicação, ressaltando sua importância para a democracia brasileira e sua necessidade para a consolidação da comunicação como direito social e humano.
2. Diferentemente das principais democracias consolidadas no mundo, que contam com um sistema público de radiodifusão, o Brasil até hoje não deu esse passo necessário.
3. Defendemos que a nova TV Pública deve ser uma referência para as demais televisões no que diz respeito à qualidade da programação e ao estabelecimento de mecanismo de participação e envolvimento da sociedade na sua gestão, produção e programação, bem como no encaminhamento de críticas e sugestões pela população.
4. Entendemos que a TV Pública deve manter independência tanto em relação aos governos como ao mercado, produzindo conteúdo de interesse público, sintonizada com as necessidades da sociedade.
5. Ressaltamos que a TV pública deve considerar o cenário de convergência tecnológica, buscando formas de agregar à sua rede uma oferta de serviços digitais, viabilizando a inclusão social.
6. Repudiamos as tentativas de desqualificação da TV Pública que tentam obstaculizá-la ou retirar-lhe as prerrogativas indispensáveis para o seu bom desempenho, cerceando a pluralidade da sua programação e a busca de fontes de financiamento não governamentais.
7. Por tudo isso, defendemos a aprovação da Medida Provisória 398/07, entendendo que ela é o primeiro passo na direção da criação do sistema público de comunicação no Brasil.
8. Reivindicamos, todavia, o aperfeiçoamento da MP, mediante a consideração das contribuições formuladas pela sociedade civil, movimentos sociais, movimentos que lutam pela democratização da comunicação, pesquisadores e trabalhadores da comunicação. Tais contribuições dizem respeito especialmente aos conceitos de gestão, programação e financiamento, de modo a aperfeiçoar o caráter público da EBC e da TV Brasil e garantir sua continuidade nos governos futuros.
9. Por fim, afirmamos que estamos mobilizados para defender a implantação da TV Pública brasileira.
Brasília, 13 de fevereiro de 2008.
Comissão de Mobilização pela I Conferência Nacional de Comunicações
1) FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
2) MNDH - Movimento Nacional de Direitos Humanos
3) Fenaj - Federação Nacional dos Jornalistas
4) CUT - Central Única dos Trabalhadores
5) CFP - Concelho Federal de Psicologia
6) ABCCOM - Associação Brasileira de Canais Comunitários
7) CDHM - Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
8) Subcomissão de TV e Radiodifusão da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática
9) Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social
10) Fitert - Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Rádio e Televisão
11) Lapcom-UnB - Laboratório de Pesquisa em Comunicação - UnB
12) Abraço - Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária
13) Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão - Ministério Público Federal
14) Amarc-Brasil - Associação Mundial das Rádios Comunitárias
15) Enecos - Executiva Nacional dos estudantes de Comunicação Social
16) MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra
17) Arpub - Associação das Rádios Públicas do Brasil
18) Campanha quem financia a baixaria é contra a cidadania
19) OAB - Ordem dos Advogados do Brasil
Vale a pena lembrar que para se gerir uma "frequência" de rádio ou televisão é necessário obter a concessão do Poder Executivo, órgão responsável por outorgar e/ou renovar este direito e uma TV sem vínculo com nenhuma empresa privada é o melhor meio para a obtenção de informações livres de manipulação.
TV Pública: uma necessidade democrática
As entidades abaixo-assinadas, diante da iminente votação da MP 398/07, que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil e espinha dorsal do sistema público de comunicação, afirmam:
1. Ratificamos nosso apoio à criação da EBC, na expectativa de um sistema público de comunicação, ressaltando sua importância para a democracia brasileira e sua necessidade para a consolidação da comunicação como direito social e humano.
2. Diferentemente das principais democracias consolidadas no mundo, que contam com um sistema público de radiodifusão, o Brasil até hoje não deu esse passo necessário.
3. Defendemos que a nova TV Pública deve ser uma referência para as demais televisões no que diz respeito à qualidade da programação e ao estabelecimento de mecanismo de participação e envolvimento da sociedade na sua gestão, produção e programação, bem como no encaminhamento de críticas e sugestões pela população.
4. Entendemos que a TV Pública deve manter independência tanto em relação aos governos como ao mercado, produzindo conteúdo de interesse público, sintonizada com as necessidades da sociedade.
5. Ressaltamos que a TV pública deve considerar o cenário de convergência tecnológica, buscando formas de agregar à sua rede uma oferta de serviços digitais, viabilizando a inclusão social.
6. Repudiamos as tentativas de desqualificação da TV Pública que tentam obstaculizá-la ou retirar-lhe as prerrogativas indispensáveis para o seu bom desempenho, cerceando a pluralidade da sua programação e a busca de fontes de financiamento não governamentais.
7. Por tudo isso, defendemos a aprovação da Medida Provisória 398/07, entendendo que ela é o primeiro passo na direção da criação do sistema público de comunicação no Brasil.
8. Reivindicamos, todavia, o aperfeiçoamento da MP, mediante a consideração das contribuições formuladas pela sociedade civil, movimentos sociais, movimentos que lutam pela democratização da comunicação, pesquisadores e trabalhadores da comunicação. Tais contribuições dizem respeito especialmente aos conceitos de gestão, programação e financiamento, de modo a aperfeiçoar o caráter público da EBC e da TV Brasil e garantir sua continuidade nos governos futuros.
9. Por fim, afirmamos que estamos mobilizados para defender a implantação da TV Pública brasileira.
Brasília, 13 de fevereiro de 2008.
Comissão de Mobilização pela I Conferência Nacional de Comunicações
1) FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
2) MNDH - Movimento Nacional de Direitos Humanos
3) Fenaj - Federação Nacional dos Jornalistas
4) CUT - Central Única dos Trabalhadores
5) CFP - Concelho Federal de Psicologia
6) ABCCOM - Associação Brasileira de Canais Comunitários
7) CDHM - Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
8) Subcomissão de TV e Radiodifusão da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática
9) Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social
10) Fitert - Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Rádio e Televisão
11) Lapcom-UnB - Laboratório de Pesquisa em Comunicação - UnB
12) Abraço - Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária
13) Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão - Ministério Público Federal
14) Amarc-Brasil - Associação Mundial das Rádios Comunitárias
15) Enecos - Executiva Nacional dos estudantes de Comunicação Social
16) MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra
17) Arpub - Associação das Rádios Públicas do Brasil
18) Campanha quem financia a baixaria é contra a cidadania
19) OAB - Ordem dos Advogados do Brasil
Postado por: Curinga
Assinar:
Postagens (Atom)